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terça-feira, 20 de novembro de 2012

PSB - Opção efetiva em 2014


Raymundo Costa e Raquel Ulhôa | Valor Econômico / Brasília
Em 1985, o PSB elegeu um único prefeito. O do Recife, Jarbas Vasconcelos, hoje senador dissidente no PMDB. Este ano, elegeu 443, vai governar cerca de 15,3 milhões e administrar um orçamento de R$ 22,2 bilhões apenas nas cinco capitais nas quais saiu vitorioso - Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Cuiabá e Porto Velho. Além disso, a sigla reelegeu 71% de seus prefeitos, um índice bem maior que os 55% da média nacional. Em 2008, o partido obteve nas eleições municipais 5,6 milhões de votos. Neste ano, 8,5 milhões digitaram o número 40 nas urnas eletrônicas, ou seja, o PSB teve um crescimento de 51,6% de eleitorado.
À esquerda, o PSB já é uma alternativa ao PT e dispõe até de um presidenciável, Eduardo Campos, o governador mais bem avaliado do país. Qual a receita do sucesso? O próprio Eduardo, governador de Pernambuco e presidente nacional do partido, arrisca uma explicação: "Somos um partido com unidade, propostas, bons quadros e que, quando governamos, mantemos o discurso e envolvemos o povo na gestão."
Na realidade, o PSB se tornou protagonista depois que Eduardo Campos assumiu sua presidência. Tornou-se um partido profissional, tem uma fundação funcionando em sede própria e estabeleceu critérios para filiações. "Não damos esse valor à filiação cartorial, ela é pouco representativa", diz Carlos Siqueira, secretário-executivo. "Não adianta ter 1 milhão de filiados que nem sabem o que é o partido, a nossa preferência é filiação seletiva".
O PSB tem mais de 500 mil filiados. Cada um deles com carteirinha (tipo cartão de crédito) e um número nacional. Os candidatos recebem cursos para fazer a campanha e, uma vez eleito, cursos de gestão, todos patrocinados pela Fundação João Mangabeira. O partido também ensina seus prefeitos como fazer um projeto e encaminhá-lo para o governo federal - a falta de bons projetos é um dos argumentos do Ministério do Planejamento para o não atendimento de recursos para municípios.
O vice-presidente Roberto Amaral enumera três possíveis razões para o crescimento do PSB. O primeiro é que o partido se preparou para a eleição. O segundo "o reconhecimento da nossa coerência: o PT não foi prejudicado pelo mensalão [nas eleições], mas nós fomos beneficiados", diz Amaral. A terceira é a conjugação de duas coisas: "Fixamos na população a ideia do novo e a eficiência administrativa dos nossos governos."
Amaral não está contando vantagem: no ranking dos governadores do Datafolha, Eduardo Campos aparece como o governador mais bem aprovado do país. O próprio Campos recebeu da ONU, em Nova York, o Prêmio das Nações Unidas de Serviço Público. É o UNPSA, considerado uma espécie de "Oscar" da gestão pública mundial. Na quinta-feira a presidente Dilma Rousseff homenageou o governador do Ceará, Cid Gomes, por um programa que ele desenvolve no Estado chamado "Pacto Nacional pela Educação na Idade Certa". O ministro Aloizio Mercadante (Educação) já cogita expandir pelo país a experiência cearense.
Aliás, as gestões do PSB vão bem, quando o assunto é educação: o município de Carnaíba, em Pernambuco, tirou o 1º lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Outro caso de sucesso é a aprovação do prefeito de Minas Gerais, Marcio Lacerda, reeleito no primeiro turno. É a maior prefeitura governada pelo partido, com um orçamento de R$ 9,9 bilhões. No caso mineiro, os dirigentes pessebistas reconhecem que se trata de uma sucessão de boas administrações: começou com Patrus Ananias (PT), tendo Célio de Castro (PSB) como vice. Na sucessão de Patrus, o PT resolveu lançar um candidato próprio, apesar de haver um acerto de que o partido apoiaria seu vice. Célio enfrentou e ganhou do candidato do PT tendo um nome do PMDB como vice. Na reeleição, a chapa já tinha o hoje ministro Fernando Pimentel (PT) como vice. Com a morte de Célio de Castro ele assumiu o cargo e deixou a prefeitura reconhecido como bom gestor e ótimo índice de aprovação.
Os gestores do PSB são estimulados pela direção e nos encontros para troca de experiências a estabelecer metas. Um dos méritos atribuído a Eduardo Campos é ter contratado uma fundação privada para buscar um modelo para a educação e a saúde. Segundo o secretário-executivo Siqueira, o PSB também não "aparelha" as administrações que conquista. "Acho que a participação dos partidos é natural mas tem que ser com gente que tenha perfil correspondente para a área". Do contrário, "Nós continuamos desqualificando a atividade política", diz.
Existe orientação do partido de que a melhor forma de valorizar a política é qualificar a atividade político administrativa. "Se você não qualifica e mistura partidarização e administração, cai fatalmente no convencional e no resultado sem expressão. Negativo até", argumenta Siqueira.
Apesar de ostentar a palavra socialista na sigla, o PSB não é um partido estatizante, como demonstram as ações em conjunto com a iniciativa privada em Pernambuco. Ou o apoio que deu a candidatos do DEM em Maceió (AL), e ao PSDB em Belém (PA). Mas também exerce um certo "centralismo", em geral por meio da Comissão Executiva Nacional, muito embora Eduardo Campos tenha o controle efetivo do partido.
O PSB, por exemplo, não tolera correntes, facções ou tendências, como acontece no PT. Criado em 1947, o PSB foi extinto pelo regime militar de 1964. A refundação veio com a redemocratização, em 1985. Um grupo que saiu do PMDB tentou uma participação autônoma e foi convidado a sair. O mesmo ocorreu com Arthur Virgílio, prefeito eleito de Manaus, que em 1989 apoiou a candidatura de Mário Covas (PSDB) contra a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, recomendada pela direção partidária.
Outro caso exemplo é o de Anthony Garotinho, o ex-governador do Rio de Janeiro que em 2002 disputou a Presidência pelo PSB. Ele tentou organizar uma corrente própria. O PSB fez um recadastramento e excluiu o seu candidato de seus quadros. Atualmente, o PSB vive uma situação parecida, no Ceará, com o clã Ferreira Gomes, os irmãos Ciro e Cid. Fala-se na cúpula do PSB que Ciro está sondando e sendo sondado por outros partidos.
O PSB, definitivamente, deixou de ser caudatário do PT e passou a ser uma opção efetiva, à esquerda, ao Partido dos Trabalhadores. Aos poucos, o partido está entrando em cidades do Sudeste do porte de São José do Rio Preto e Campinas, Duque de Caxias, Petrópolis e Uberaba. No Sul, perdeu Curitiba (PR). E era uma disputa à reeleição. E tem um nome à mão para presidente da República: Eduardo Campos.
"Se não for [candidato a presidente] vai ser uma grande besteira", acredita Siqueira. "Ele foi eleito governador com 41 anos, vai sair com 49, administração muito bem sucedida. Tem um partido político que lidera com hegemonia muito grande. Se ele quiser ser candidato, será. O partido apoiará. Por que não ser, se a eleição é em dois turnos". Um erro não só em relação à candidatura de Eduardo, mas também para o crescimento e consolidação do PSB. "Sempre que o PSB abriu mão ter candidato próprio foi para prejuízo dele".

domingo, 16 de setembro de 2012

Diminuição das Desigualdades

Lídice da Mata* 
De acordo com o relatório das Nações Unidas sobre as cidades latino-americanas lançado recentemente, ficou claro que muitos são os desafios a serem superados no tocante a diminuição das desigualdades sociais no Brasil; apesar de já se ter uma significativa mudança, no cenário destes indicadores; sendo um dos mais importantes o avanço da renda dos mais pobres que teve um crescimento de 70%. Este indicador do aumento da renda entre os mais pobres nos chama a uma importante reflexão sobre as políticas implantadas no Brasil e revela a preocupação do governo em busca de um desenvolvimento mais equilibrado, menos excludente e melhor equacionado regionalmente. A realidade nos mostra que as ações dos governos, antes de qualquer coisa, deve se motivar em busca de induzir o desenvolvimento social com foco na distribuição de renda, no combate à fome e na promoção da inclusão social. E é isso o que o Governo Federal em total articulação com o Governo do Estado da Bahia faz ao investir e apoiar programas como o Brasil Carinhoso que é uma das estratégias do Brasil Sem Miséria e que busca a redução da extrema pobreza entre as crianças. Nos dois primeiros meses de implantação já retirou 2,7 milhões de famílias da situação de extrema pobreza e representou um investimento de R$ 169,8 milhões sendo a região mais beneficiada o Nordeste. Ainda entre as ações deste programa, está o aumento da oferta de vagas em creches públicas e conveniadas tendo o Estado da Bahia sido contemplado com a construção de 139 creches em 82 municípios. Na área de segurança alimentar, nutricional e combate à fome, o governo vem apoiando ações que visam organizar sistemas locais de segurança alimentar e combate ao desperdício, com a construção de novos bancos de alimentos onde estes gêneros alimentícios – sem valor comercial, mas com valor nutricional serão processados e doados a entidades socioassistenciais que oferecem alimentação a pessoas em situação de insegurança alimentar, além de abastecer cozinhas comunitárias, restaurantes populares e unidades escolares. Para esta ação serão investidos R$ 20,5 milhões. Na Bahia dois municípios serão beneficiados com este programa: Feira de Santana e Camaçari. Buscando a implementação de uma política de inclusão produtiva aos agricultores e apoiar famílias a produzir mais, melhor e com assistência técnica e a comercializar seus produtos, estão sendo implantados em vários municípios o projeto das Unidades de Aprendizagem através de uma parceria do Governo do Estado da Bahia com a Embrapa e que busca a inclusão de novas tecnologias que auxiliem no aumento da produção e da rentabilidade, além de ações de capacitação e formação nas áreas de apicultura, caprinocultura e mamonocultura. A estimativa é de que 3,6 mil famílias sejam atendidas. Vale lembrar também, as estratégias articuladas entre Governo Federal e Estadual de enfrentamento dos impactos causados pela estiagem buscando a redução da vulnerabilidade das populações e atenuar os efeitos da seca sobre a dinâmica familiar e produtiva com as ações emergenciais de enfrentamento dos efeitos da seca no semiárido baiano como a construção de 27 mil cisternas, a antecipação do pagamento do Garantia Safra em 126 municípios com um total de 85 mil beneficiários e o Bolsa Estiagem que já beneficiou 66.864 pessoas em 138 municípios. Os números estão aí, para os que se interessem em conferi-los. Não há dúvida de que ainda é preciso avançar nos indicadores de desenvolvimento humano e social, combatendo discrepâncias seculares e abrindo novas perspectivas para os cidadãos brasileiros e baianos. Porém, os resultados indicam que os passos têm sido dados na trilha certa. Governos, municípios e sociedade têm o desafio de ajustar rotas e acelerar o ritmo do crescimento econômico em sintonia com o desenvolvimento social tornado o país cada vez mais justo. 
*Lídice da Mata ,enadora, eleita pelo PSB/BA
**Artigo publicado no jornal A Tarde de 12/09/2012

terça-feira, 10 de julho de 2012

Dilma recebe Eduardo Campos e reafirmam projeto nacional


 A presidente Dilma Rousseff defendeu, na noite desta segunda-feira, que as divergências entre o PT e o PSB nas eleições municipais não podem contaminar o governo federal. Dilma recebeu os governadores de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, e do Ceará, Cid Gomes, para tratar dos problemas políticos que levaram ao racha entre os dois partidos em importantes capitais como Recife, Fortaleza e Belo Horizonte. Foram três horas de conversa, com a participação também do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.
- Não conseguimos chegar a uma conclusão de onde começou (a divergência entre PT e PSB). Temos queixas de todos os lados. Onde não fizemos alianças, vai haver disputa eleitoral. Agora, eu repito - a presidente disse muito bem - não confundir uma eleição municipal com um projeto nacional, onde somos aliados e estamos do mesmo lado há muito tempo. Na conversa, todos reafirmamos o nosso desejo de permanecer assim - afirmou o petista Paulo Bernardo.
Segundo Paulo Bernardo, a avaliação na reunião foi que a aliança nacional entre PT e PSB "se sobrepõe a qualquer questão local". Para o ministro, os municípios onde os dois partidos não conseguiram fazer coligação são uma minoria.
- Achamos que é importante que essas disputas locais sejam circunscritas, sejam tratadas como eleições municipais. Ou seja não vamos misturar eleições municipais com um projeto maior onde todos nos colocamos de acordo - afirmou Paulo Bernardo.
Ele disse que Eduardo Campos, Cid Gomes e Dilma "reafirmaram a importância de manter um projeto comum no plano nacional". Logo em seguida, Eduardo Campos concordou:
- Não vamos trazer de forma nenhuma para o plano nacional ou o plano estadual as divergências de um município aqui e outro acolá.
O governador afirmou que o PSB vai continuar apoaindo o governo Dilma, mas sem submissão. Segundo Eduardo Campos, a prioridade do partido é manter a aliança nacional com a presidente.
- O PSB nunca foi um partido de barganha, não. Crescemos fazendo política com coerência, com lealdade, mas sem submissão - afirmou.
Diante de avaliações de que a movimentação do PSB visa o fortalecimento do nome de Eduardo Campos para a sucessão presidencial em 2014, o governador disse que o projeto do partido é apoiar a reeleição de Dilma.
- Não interessa ao PSB nem a presidente Dilma criar qualquer crise ou dificuldade. Temos muito claro, e a presidente tem muito claro, que o PSB é um aliado de primeira hora, é um aliado correto que traz conteúdo positivo para o governo. Temos claro que o nosso objetivo é ajudá-la a fazer um grande mandato para poder ser candidata em 2014 com apoio do PSB - afirmou.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

PSB de Salvador apoia Pelegrino e lança chapa com 20 mulheres candidatas à Câmara Municipal de Salvador

Em concorrido evento realizado no Clube Fantoches, no 2 de Julho, o PSB realizou seu congresso municipal que homologou a chapa de candidatos a vereador e vereadoras e decidiu pelo apoio do partido à candidatura do Deputado Nelson Pelegrino do Partido dos Trabalhadores, à cadeira de Prefeito do município de Salvador. Presentes ao congresso municipal do partido, a senadora Lídice da Mata e os deputados estaduais, Sargento Isidora e Capitão Tadeu Fernandes enfatizaram a necessidade de mudança na forma de administração da cidade de Salvador, marcada pela descontinuidade administrativa e falta de planejamento urbano. Entre as principais questões mencionadas no evento, a deficiência na saúde pública , nos transportes e na mobilidade urbana, foram destacados como deficiências atuais na gestão da cidade.

De acordo com o representante do PSB - Bahia, na executiva nacional do partido, Sérgio Gaudenzi (foto), o PSB apoia o candidato do PT, Nelson Pelegrino, agora em 2012, mas já se prepara para as eleições de 2014, que deverá eleger a primeira governadora da Bahia, a atual Senadora Lídice da Mata.
                                                                                            
Durante o Congresso os mais de 80 candidatos e candidatas do PSB à Câmara Municipal saudaram os congressistas e o candidato da coligação, deputado federal Nelson Pelegrino (PT) e afirmaram a capacidade do PSB de Salvador em eleger até 4 representantes para a CMS.
A chapa de mais de 80 candidatos terá forte presença de mulheres, pessoas com necessidades especias, como a candidata Luiza Câmara, e afrodescendentes, entre eles, Nadinho (foto) e o cantor e compositor Gerônimo. Nas fotos alguns dos candidatos do PSB para a Câmara Municipal de Salvador
 *Texto escrito por Osvaldo Campos Magalhães (foto acima). Engenheiro Civil , especialista em Mobilidade Urbana e Transportes e Mestre em Administração foi o criador e é o editor deste informativo eletrônico. É filiado ao PSB e foi candidato a vereador em 2008, com o slogam Salvador levada a Sério! 

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Lídice sobre a CPI do Cachoeira : Temos que colocar foco

Agilidade é a palavra de ordem da senadora Lídice da Mata (PSB-BA) para o sucesso da CPMI do Cachoeira. Na opinião da representante baiana na comissão parlamentar que investigará o envolvimento do contraventor Carlinhos Cachoeira com agentes públicos, não há motivos que justifiquem uma prorrogação do prazo para apuração, depoimentos e votação do relatório, apesar do volume de provas a serem analisadas. O prazo regimental da CPMI é de 120 dias, prorrogáveis por mais 60. Nesta quarta-feira, (02), Lídice testemunhou a entrega das nove mídias digitais das informações relativas às operações Monte Carlo e Vegas, em poder do Supremo Tribunal Federal (STF), ao presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), e ao relator, deputado Odair Cunha (PT-MG). "A tentativa de prolongar a CPI à luz dos holofotes pode levar a alguns exageros. Temos que colocá-lo no foco correto", declarou Lídice, que afirmou não ter opinião formada em relação à polêmica em torno da criação ou não das subrelatorias, mas que, em princípio, é favorável a tudo o que venha favorecer a agilidade do trabalho. "De qualquer forma vai ter de haver grupos de trabalho, é impossível restringir a uma pessoa só o o volume de informações da CPI". Para a senadora, o fato de já ter parte de seus envolvidos punidos com prisão, caso de Carlinhos Cachoeira, ou mesmo em processo de investigação pelo Conselho de Ética do Senado, como o senador Demóstenes Torres, torna a CPMI do Cachoeira "peculiar". Lídice acredita que um dos desafios da comissão será responder de forma equilibrada à expectativa da opinião pública criada com a divulgação de gravações pela imprensa. De qualquer forma, admite ser assustador o nível de influência exercida por Cachoeira entre políticos. "É chocante a desenvoltura que ele tratava com as autoridades".

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Leonelli : Estamos dando um novo caráter ao turismo da Bahia, estamos realizando um terceiro salto"

Bahia Notícias - Como é que o Carnaval vai ser organizado após a greve da Polícia Militar, mesmo com o anúncio do encerramento dela?
Domingos Leonelli –O mundo carnavalesco, aqueles que fazem o Carnaval mais diretamente, já decidiram que vai acontecer. Os músicos, os donos de trios e camarotes, os profissionais, as bandas, enfim. O governador já assegurou que vai ter, a prefeitura reafirma que vai ter. Seria preciso uma força muito grande, quer dizer, acho que só Deus poderia impedir o Carnaval da Bahia, que é muito mais forte do que qualquer outra coisa. Não há evento maior e mais forte na Bahia do que o Carnaval. É claro que ele pode ser prejudicado, mas, impedido, não creio. Além dos secretários Rui Costa, Edmon Lucas e Robinson Almeida, eu fui um dos que tiveram mais trabalho, tentando colocar o turismo aquecido. Nós demos garantia de segurança policial a shows, como os de Moraes Moreira, Zelito Miranda e Margareth Menezes, e o Centro de Convenções está cheio. Funcionou plenamente durante todo o período de paralisação. O Trade do Carnaval também teve um papel importantíssimo. Deu apoio ao governo e ao governador, pela sua condução serena e firme. A posição de Wagner teve uma importância nacional, na medida em que barrou aqui uma mobilização nacional. Ao meu ver, a presidente deve muito a Wagner.
BN – Mas já tem algo definido em relação ao auxílio da Força Nacional e do Exército no Carnaval, caso o grupo que se manteve resistente queira cruzar os braços durante a festa? Há uma estratégia pensada em relação à segurança?
DL – Não é da minha alçada essa definição. É diretamente da alçada do governador. Mas eu conversei com ele duas vezes a esse respeito e a minha impressão é que nós vamos ter uma dupla proteção neste Carnaval: da Polícia Militar, majoritariamente – ainda que alguns recalcitrantes não venham participar –, e provavelmente também de uma parte das forças federais que estão aqui.
BN – Na última semana, houve uma reunião específica no Othon e o secretário de Comunicação do Estado, Robinson Almeida, esteve presente, conversou com a imprensa e disse uma frase que me chamou a atenção. Quando perguntaram a ele se havia a possibilidade de adiamento do Carnaval, ele disse o seguinte: “Façam o Carnaval, que o governo apoiará”. Não há aí uma inversão? Essa decisão de fazer ou não fazer o Carnaval é das empresas ou é o do governo? Em algum momento o governo chegou a cogitar o adiamento do Carnaval?
DL –Que eu saiba, não. Acho que o adiamento nunca foi cogitado pelo governo. Vi a declaração de uma pessoa ligada ao trade do Carnaval, o presidente do Conselho, se não me engano, que, em determinado instante, admitiu a possibilidade de um plano B. Mas depois ele próprio aderiu à ideia de que tem que fazer o Carnaval.
BN – Então, essa decisão coube ao trade e o governo apoiou? Foi isso?
DL –Eu acho que é uma decisão conjunta, da sociedade. E que, naturalmente, o governo acompanha. Eu acho que a Bahia faz o seu Carnaval. E quando eu digo a Bahia, eu digo o povo e o governo. Não creio que nenhuma força possa se colocar contra o Carnaval da Bahia, talvez porque eu seja carnavalesco há muitos anos (risos). Então, eu tenho a impressão de que isso é uma coisa eterna, digamos assim, invulnerável. Você pode criar um incômodo, mas impedir o Carnaval? Não vejo quem tenha essa capacidade.
BN – É, mas o trade admitiu nessa reunião...
DL – Otrade turístico nunca vacilou. Se reuniu conosco e foi, por amplíssima maioria – não foi unanimidade porque não estavam todos – favorável às medidas do governo do Estado. E confiou que nós deveríamos manter o funcionamento da cidade, não é só do Carnaval, não. O setor mais prejudicado por essa paralisação na área do turismo foi o segmento que diz respeito a bares e restaurantes, representada pela Abrasel e também pelo Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes e o segmento de entretenimento. Esses foram muito prejudicados, com uma perda bastante razoável.
BN – O trade do Carnaval admitiu que houve perdas presenciais na venda de abadás, mas não soube precisar quanto. Muitos turistas deixaram de vir à cidade, houve inclusive campanha na internet, notícias que foram dadas até pelo Consulado Americano, recomendando que as pessoas não viessem à Bahia...
DL -Acho que não obedeceram ao cônsul americano (risos), porque tem muito americano aqui.
BN - E aí, a gente fez uma enquete e todos que foram entrevistados – é claro que isso não representa uma pesquisa, estatisticamente falando – estão receosos e dizem que não vão para a festa. A sua expectativa para o Carnaval deste ano é a de que, por causa desses eventos causados pela greve, seja mais fraco, mais esvaziado? Ou o senhor ainda acredita em um sucesso total e completo?
DL –Eu acredito no sucesso. Total e completo é difícil de a gente dizer. Agora, existem algumas nuances. Eu não me nego a reconhecer os fatos. Não sou filósofo do otimismo, que acredita que está tudo bem sempre. Isso acontecia em outros governos. Era tudo perfeito. Nós reconhecemos a realidade dos fatos. Houve prejuízo, sim. Certos segmentos foram muito prejudicados. E houve um prejuízo que é mais difícil de mensurar, que é a imagem da Bahia. Se esse pessoal queria realmente prejudicar a Bahia, conseguiu. Não o governo, a Bahia. Esse motim, essa greve ilegal e violenta, prejudicou a imagem da Bahia, sem nenhuma dúvida. Isso é uma coisa que custa muito fazer e que custa muito pouco desfazer. Você leva tanto tempo para construir e, de repente... Porém, do ponto de vista do turismo especificamente, nós tivemos problema com um cruzeiro. Não foi orientação da CVC [cancelar a excursão que os turistas fariam em Salvador]. Na quinta-feira (9), o Guilherme Paulus, em uma entrevista coletiva para a imprensa nacional e internacional – que estava no workshop da CVC em São Paulo, declarou que não houve desistência. Zero de desistência nos pacotes vendidos pela CVC. Hoje, eu falei por telefone com ele, que ficou de me enviar uma declaração formal do Luís Luppa, presidente da Trend, e me disse que não houve desistência nenhuma. Tivemos até aqui o presidente da Abav, o querido amigo Pedro Galvão, que acho que fez um cálculo precipitado, ao meu ver, de que havia 10% [de desistência]. Pode ser que tenha havido nas agências de viagens, mas isso não se refletiu na hotelaria. Até então, evidentemente. Não estou dizendo que não vai haver. O prejuízo para o turismo existiu e foi grande. Tanto no presente, em relação a bares, restaurantes e entretenimento, quanto para a imagem, o que, obviamente, não dá para mensurar quanto.
BN – Nesse caso, não houve desistência nos pacotes vendidos pela CVC?
DL –Pela CVC e pela Trend, que são algumas das mais importantes do país. Estou dando dois exemplos formais, explícitos, concretos. O Sindicato de Hotéis, do Sílvio Pessoa, me disse: “não temos desistência para o Carnaval”. Uma ou outra sempre tem, mas nada acima do fluxo de confirmações e desistências que acontece sempre.


BN – Recentemente, o Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis articulou uma campanha e chegou a falar que poderia entrar em greve caso não houvesse um acordo com os empregadores. O senhor sabe em que pé está a situação atualmente? HáExiste algum risco de os trabalhadores pararem durante o Carnaval?
DL –Eu acho uma péssima ideia, porém é mais ou menos recorrente. Todo o ano, nessa época, o sindicato ensaia esse movimento. Normal, porque é o momento em que os hotéis se sentiriam teoricamente mais necessitados da força de trabalho, ficariam mais fragilizados e o sindicato avançaria. Mas não deu grande resultado ano passado. Criaram problema em um ou outro hotel, mas não resultou porque o Carnaval é muito forte, a necessidade de emprego é muito forte. Agora, por exemplo, nós não conseguimos ainda dimensionar o risco de destruição de postos de trabalho por essa greve. O efeito econômico dessa greve foi avaliado em grandes números, do comércio, da área de bares e restaurantes... agora, o que isso pode significar a curto e médio prazo em termos de emprego, que é o principal da economia do turismo? Se o plano de delinquência coletiva revelado funcionasse aqui e no Rio de Janeiro, eu acho que nós íamos ter uma incidência muito grande no mercado de trabalho. Porque o Carnaval é muito importante para o mercado de trabalho baiano. Fala-se em 150 mil postos de trabalho durante o Carnaval. No Rio de Janeiro, deve ser mais ainda. Se eles conseguissem essa megalomania do mal, o principal prejudicado seria o trabalhador brasileiro.
BN – Há uma questão da imagem do estado, mas também da estima do baiano. Será feita alguma ação pela Secretaria de Turismo para tentar resgatar a estima e quando isso será feito? A partir do Carnaval?
DL –Nós temos duas ações. Uma mais imediata, de comunicação, que já está sendo articulada, inclusive pelo setor privado – cantores e artistas vão fazer um apelo, uma ação de comunicação, gratuita ou paga, mas vai acontecer. Hoje, a Abrasel me disse que vai entrar imediatamente com uma ação de comunicação, principalmente nas rádios e nas redes sociais. E a nossa ideia, do ponto de vista do turismo, é a seguinte: nós temos um grande evento no final do mês de março que pode justificar um grande apelo para a venda da imagem da Bahia. Não seria comunicação pura. Seria um elemento de marketing, com uma razão para vir aqui, que é a Feira dos Municípios, realizada simultaneamente ao Primeiro Salão Baiano de Turismo. A ideia é expor o estado da Bahia como um todo, com a presença de 120, 130 municípios. Isso realizado simultaneamente ao Salão. O interior da Bahia conheceria o mundo do turismo e o mundo do turismo conheceria melhor a Bahia através da Feira dos Municípios, com uma espécie de grande festival. Uma espécie de Espicha Verão mais fortalecido. Um Espicha Verão em forma de festival de música no Parque de Exposições, o que poderia ser uma grande oportunidade de divulgação da Bahia.
BN – O senhor mencionou que o movimento grevista nacional tinha como objetivo atingir os carnavais de Salvador e do Rio de Janeiro. Como o senhor avalia a atuação ou a participação de dois correligionários seus, os deputados Sargento Isidório e Capitão Tadeu, no processo? Acredita que fizeram algum tipo de jogo duplo, já que são da base do governo, mas apoiaram os grevistas a todo o momento?
DL –São casos muito específicos. Eles têm uma atuação corporativa e o corporativismo é uma forma, ao meu ver, muito reduzida da política porque é muito limitada. Mas é compreensível que eles tenham tido uma atuação junto a esse movimento. Eles se acham na obrigação de participar de qualquer movimentação nessa área da Polícia Militar. O caso do Capitão Tadeu é um pouco mais discutível, porque ele é membro da direção do partido também. Nós nos reunimos e tivemos uma decisão coletiva, com a presença dele na reunião, de apoio ao governo e de condenação dos métodos de violência que foram utilizados durante a greve. Na reunião, ele manifestou apoio à condenação, embora tenha feito restrições ao conjunto da posição do partido. Mas ele participou da reunião. Não votou com todos os componentes, mas participou. Portanto, no meu modo de entender, estava comprometido. Quando participamos de uma votação, mesmo sendo voto vencido, democraticamente você se compromete. Em alguns pontos da nota, ele concordou. Em outros, não. Mas a direção foi fortemente majoritária da direção do partido. Além das manifestações que a presidenta do partido [senadora Lídice da Mata] já tinha feito. A posição do PSB não deixa nenhuma margem à duvida.
BN – O Capitão Tadeu chegar a falar, nessas reuniões com os policiais, que ele retiraria a pré-candidatura a prefeito, caso o governo ajudasse os policiais e aumentasse a proposta. O senhor acredita mesmo na candidatura de Capitão Tadeu? O PSB vai ter candidato à sucessão em Salvador?
DL –Quem fala pelo partido são os dirigentes do partido, no caso a nossa presidente, a senadora Lídice da Mata, e Valdemar Oliveira, que é presidente do diretório municipal. Eu não sei como avaliar essa troca.
BN – Pessoalmente, o senhor acredita que ele vai até o final e será candidato?
DL –Ou a candidatura não era tão importante ou a greve era muito importante; depende do ângulo. Se a candidatura fosse tão importante e houvesse uma vontade popular, não poderia ser retirada. Ou então, a greve é tão importante e a corporação é mais importante.
BN – O PSB tinha dois vereadores: Laudelino Lau e Orlando Palhinha. Os dois saíram para o PP. O senhor não foi convocado para uma disputa na Câmara de Vereadores?
DL –Não, não. A minha candidatura a deputado federal já foi um pouco de cumprimento de dever partidário, mais por disciplina do que por ímpeto pessoal (risos). E acho que, com essa candidatura, já cumpri todos os meus deveres com o partido. Acho que estou com crédito no partido para poder recusar qualquer imposição nesse instante (risos). Espero poder cumprir a tarefa à qual estou me dedicando, que é muito trabalhosa, às vezes complicada, complexa, mas que acho muito importante. Nós estamos dando um novo caráter ao turismo da Bahia, estamos realizando um terceiro salto. Acho que isso é uma contribuição que o PSB dá ao governo Jaques Wagner, através de mim e de outros companheiros do partido que me ajudam. E também de outros companheiros que não são do partido, mas têm uma equipe muito boa, tanto na secretaria quanto na Bahiatursa. Acho que eu tenho tarefas suficientes na secretaria e na Bahiatursa. Acho importantíssimo, e confesso até que considero a luta pelo mandato de vereador é a mais difícil de todas. É um desafio extraordinário. E é muito importante que a gente tenha uma Câmara de Vereadores qualificada, que é talvez o que a cidade mais precise hoje. Se nós tivéssemos a qualificação da Câmara, ela iria impor ao prefeito – qualquer que seja ele – regras mínimas de compromissos mais essenciais. Acho que é fundamental eleger uma boa Câmara de Vereadores. O PSB vai apresentar uma chapa muito boa, de pessoas comprometidas ideologicamente com o partido e com os nossos projetos na cidade.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Tadeu: Sociedade quer eleição com debate e não plebiscito

O recado dado pelo governador Jaques Wagner (PT) durante o lançamento da pré-candidatura de Nelson Pelegrino (PT) à prefeitura de Salvador foi comentado nesta terça-feira (27) pelos prefeituráveis do PCdoB, PSB, PTB, PR, PRB e PV, durante um encontro no Restaurante Barbacoa, em Salvador. Em seu discurso, o líder do Executivo estadual afirmou que deve haver “humildade para apoiar outro aliado que estiver mais forte e para entender que o projeto político é o mais importante”. Então, o governador tem sido sábio em dizer em unidade da base, mas sem dizer o turno. Para o deputado estadual e pré-candidato à sucessão pelo PSB, Capitão Tadeu, o petista fala de unidade da base aliada no 2º turno das eleições municipais de 2012. “Em nenhum momento o governador fala em unidade da base no 1º turno. Ele sabe e o PT sabe que a sociedade precisa de um amplo debate no 1º turno. A sociedade quer uma eleição com debate e não um plebiscito. E, por isso, acredito que no 2º turno, o PT irá apoiar um desses candidatos que estão aqui”, avaliou. Para a deputada federal e também possível postulante ao comando da administração soteropolitana, Alice Portugal (PCdoB), a capital não deverá voltar a ser uma espécie de "sub-secretaria de Estado". "Nós sabemos que para governar Salvador teremos que ter solidariedade do Estado e da União. Só que Salvador não poderá voltar a ser uma sub-secretaria de Estado, como foi nos governos carlistas, por isso a escolha do protagonista tem que ser de fato calçada em grande debate e calçada também com as sandálias da humildade, que não cabe só nos pés destes partidos aliados. Tem que haver número para todos os partidos calçarem as sandálias da humildade. Isso nós achamos que é fundamental. E o PT, o partido nuclear, deve analisar para que não se tome uma posição preliminar, sem um debate, como se fosse possível uma condução voluntariosa apenas sob o prestígio das relações políticas do Estado e da União, mas sem uma análise desta construção coletiva. Todos os atores, todos os partidos que constroem juntos a mudança da Bahia e do Brasil, têm que ser valorizados”, cobrou.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Curso de formação política em Salvador

Dando continuidade às ações voltadas para o fortalecimento do partido nas eleições municipais de 2012, foi realizado no último sábado em Salvador, pelo PSB Bahia e Fundação João Mangabeira, o Curso de Formação Política. Dezenas de pré-candidatos do PSB a vereador e a prefeito nas eleições de 2012 participaram do evento, realizado no Hotel Barra Sol, que teve como um dos palestrantes o professor João Carlos de Oliveira, (Foto- Chefe de Gabinete da SETUR - Bahia), que abordou na ocasião o tema "Planejamento de Campanhas Políticas". Estão programados para o primeiro semestre de 2012 outros encontros que abordarão assuntos de interesse dos candidatos do Partido Socialista Brasileiro no estado da Bahia, que constituiu diretórios em mais de 300 municípios baianos e terá expressivo crescimento nas próximas eleições.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Leonelli participa de Seminário sobre investimentos na Baía de Todos os Santos

A Iª Semana Náutica da Baía de Todos-os-Santos abre espaço para um debate sobre a gestão da náutica na Bahia e realiza nesta terça-feira (8), a partir das 9h, no Iate Clube da Bahia, o Seminário de Avaliação Náutica na Baía. O evento contará com a presença do governador Jaques Wagner e do prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro.
O Seminário de Avaliação Náutica tem o objetivo de fortalecer a implementação do Plano Estratégico do Turismo Náutico do Estado, assim como apresentar os investimentos públicos na zona turística da Baía de Todos-os-Santos, com o propósito principal de preparar a região para o desenvolvimento dos segmentos náutico e cultural, uma forma de consolidar a região como destino competitivo nos mercados nacional e internacional.
Dentre os palestrantes, Domingos Leonelli , secretário do Turismo.
Investimentos previstos
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo (Setur), vai investir mais de US$ 85 milhões na Baía de Todos-os-Santos. Os recursos são do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e serão aplicados na implantação de infraestrutura náutica em toda a BTS.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Em plenário Lídice registra os 510 anos de batismo da Baía de Todos os Santos

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) registrou em Plenário, os 510 anos do aniversário de batismo da Baía de Todos os Santos. Ela também saudou a construção, pelo governo da Bahia, de uma ponte entre Salvador e a ilha de Itaparica.
Lídice da Mata lembrou que foi no dia 1º de novembro de 1501 que a expedição portuguesa comandada por Gaspar Lemos aportou em Salvador para mapear as novas terras, descobertas um ano antes por Pedro Álvares Cabral.
- Um nome [Baía de Todos os Santos] que lhe caiu muito bem porque representa o espírito do lugar onde se desenvolveria não só a primeira capital do Brasil, mas o recôncavo e, por conseguinte, a identidade do viria a se chamar Bahia: um estado de acolhimento e hospitalidade a todos os que nela chegam para conhecer, viver e trabalhar - disse a senadora, exaltando a história e a cultura de seu estado.
Lídice da Mata sublinhou que a Baía de Todos os Santos, com extensão de 1.233 Km e 800 Km² de área, é a maior do Brasil e a segunda maior do mundo, agregando os municípios de Salvador, de Cachoeira, minha terra, Candeias, Itaparica, Jaguaripe, Madre de Deus, Maragogipe, Salinas da Margarida, Santo Amaro, São Francisco do Conde, Saubara, Simões Filho e Vera Cruz.
Além disso, a senadora destacou a importância ambiental da região, hoje considerada como área núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. São também 56 ilhas, entre elas a de Itaparica, uma das maiores do país.
Ponte
Lídice da Mata informou que o governo da Bahia planeja construir, a partir de 2014, uma ponte ligando a ilha de Itaparica à cidade de Salvador. A obra, afirmou, deve custar R$ 7 bilhões e deverá ser concluída em 2018.
- É um antigo sonho do nosso povo de unir a ilha de Itaparica à cidade de Salvador, libertando-nos da dependência exclusiva do sistema ferry boat e da ligação apenas marítima. É um projeto de R$ 7 bilhões. E deverá homenagear a data magna dos baianos, sendo batizada com o nome Ponte 2 de Julho, numa alusão à data histórica em que a Bahia consolidou a independência do Brasil - disse a senadora.
Da Redação / Agência Senado

sábado, 29 de outubro de 2011

Congresso do PSB da Bahia reúne mais de 500 lideranças em Salvador

Com a presença de centenas de lideranças políticas de mais de 300 municípios baianos, o PSB Bahia realizou seu Congresso Estadual, hoje em Salvador. Satisfeita com o crescimento e fortalecimento do partido na Bahia a senadora Lídice da Mata também agradeceu a presença de diversos prefeitos e vereadores do PSB na Bahia, dos deputados estaduais Capitão Tadeu e Sargento Isidoro e de diversas lideranças de outros partidos, como dos deputados federais Nelson Pelegrino do PT e de Alice Portugal do PCdoB. Representando a direção nacional do partido, Sérgio Gaudenzi, membro da executiva nacional do PSB, reafirmou a importância da militância do partido para seu crescimento nas eleições municipais de 2012. Destacou também uma das principais diretrizes do PSB em todo Brasil, a melhoria da qualidade de vida nas cidades, com políticas voltadas para a habitação, mobilidade urbana, saúde, educação e segurança pública.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

PSB se estrutura na Bahia para eleições de 2012

"O trabalho de reorganização do PSB na Bahia foi um sucesso. O partido já marca presença em 382 dos 417 municípios baianos, um crescimento de nada menos que de 99% em relação ao ano passado, quando possuía 192 diretórios e comissões provisórias. Parabéns a todos os membros da Executiva Estadual do PSB pela incansável batalha pelo fortalecimento do partido, que certamente dará muitos frutos nas eleições de 2012." Senadora Lídice da Mata

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Prefeituras assinam termo de adesão do Prodetur

As prefeituras de Cachoeira e São Félix, municípios do Recôncavo Baiano localizados na Zona Turística Baía de Todos-os-Santos, assinaram o termo de adesão para participação no Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), que prevê investimentos de US$ 85 milhões e contará com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e governo federal, via Ministério do Turismo.

O ato contou com a presença do secretário estadual do Turismo, Domingos Leonelli (PSB/BA), e dos prefeitos Tato Pereira (Cachoeira) e Alex Sandro Brito (São Félix). O documento estabelece as atribuições de cada esfera dentro da iniciativa, que prevê a requalificação turística da Baía de Todos-os-Santos, principalmente com relação ao turismo náutico.Para Leonelli, que também visitou a Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), o Prodetur vai consolidar Cachoeira e São Félix como municípios culturais e turísticos da Bahia.

sábado, 15 de outubro de 2011

Para Lídice, governo acertou em escolher Cachoeira para receber Festa Literária

A cachoeirana Lídice da Mata, senadora pelo (PSB-BA) prestigiou neste final de semana a Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica). "Fiz questão de vir de Brasília para Cachoeira a fim de prestigiar a primeira edição da Feira Feira Literária Internacional de Cachoeira, uma belíssima iniciativa que precisa ser consolidada e ampliada nos próximos anos" afirmou Lídice.
Para a congressista as Secretarias de Cultura e Turismo do Estado acertaram em escolher a cidade histórica para realização do evento. “ Por sua importância histórica, sua rica tradição cultural e seu belo patrimônio arquitetônico, não poderia haver uma escolha mais apropriada por parte das secretarias de cultura e turismo do Governo do Estado que a nossa querida Cachoeira para abrigar um evento desta importância.” Diz Lídice
A Flica 2011, está ocorrendo no Conjunto do Carmo, Praça da Aclamação, onde foi montada uma estrutura que está abrigando confortavelmente as atrações literárias e o público inscrito para as mesas. Entre os participante do evento teremos o poeta intelectual português Pedro Maxia, que vem a Bahia pela primeira vez. O evento fará uma homenagem ao saudoso poeta cachoeirano Damário da Cruz.
A Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica 2011) acontece na cidade até o dia 16 de outubro com uma programação de debates e atrações musicais gratuitas.


*Fábio Santos/ Bahia In Foco

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Financiamento público de campanha amplia presença feminina no Congresso, diz Lídice da Mata

A adoção do financiamento público de campanha no Brasil contribuirá para ampliar o número de mulheres na Câmara e no Senado, na opinião da senadora Lídice da Mata (PSB-BA). Em discurso da tribuna do Senado, a parlamentar defendeu proposta da Comissão de Reforma Política (PLS 268/2011) estabelecendo como exclusivamente público o custeio das campanhas eleitorais.
De acordo com Lídice da Mata, a adoção da medida é condição essencial para a consolidação e o avanço da democracia no Brasil.
- O financiamento público vem para moralizar o processo eleitoral brasileiro, que não pode mais continuar de maneira personalizada como é hoje, quando as empresas se dirigem diretamente a um candidato e o fazem esperando que este, quando se eleger, possa defender os interesses das empresas que o financiaram - opinou.
Para a senadora, as regras em vigor impedem a candidatura de líderes populares com poucos recursos
- Nesse sistema em que estamos, é quase impossível alguém do povo chegar a este Congresso - disse ela.
Entre as propostas da Reforma Política em discussão no Congresso, Lídice da Mata defendeu ainda a unificação das datas de eleições para todos os cargos do Executivo e do Legislativo. Para ela, o sistema atual é "desorganizador da administração pública", uma vez que o processo eleitoral interfere na dinâmica de gestão, nos diferentes níveis de governo.
A parlamentar também defendeu a possibilidade de coligação entre os partidos, a adoção do sistema proporcional com lista fechada e a implementação da Lei da Ficha Limpa.
Nobel da Paz
Em seu pronunciamento, Lídice da Mata também saudou as três ganhadoras do Prêmio Nobel da Paz de 2011: a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, a militante liberiana Leymah Gbowee e a ativista do Iemen Tawakkul Karman.
- São mulheres que se destacaram na luta não violenta pela segurança e pelos direitos das mulheres de participarem nos processos de construção da paz.
A senadora também ressaltou o lançamento do livro do jornalista e historiador Jorge Ramos, sobre a vida do maestro e abolicionista baiano Tranquilino Bastos.
*Agência Senado

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Dia Mundial do Turismo ressalta diversidade cultural

Lídice da Mata*

“Turismo aproximando culturas” foi o tema definido pela Organização Mundial do Turismo (OMT), vinculada às Nações Unidas, para as comemorações do Dia Mundial do Turismo, nesse último dia 27 de setembro. O objetivo da OMT com a campanha deste ano é de celebrar o turismo na quebra de barreiras entre as culturas e promover a tolerância, o respeito e a compreensão mútua. Esse conjunto de ideias e valores se ajusta perfeitamente ao perfil de nosso país diante da diversidade cultural que temos e o que isso pode representar em potencial para o desenvolvimento sustentável do nosso turismo.
Neste momento em que nos afirmamos como destino de grandes eventos internacionais como a Rio + 20, a Jornada Mundial da Juventude Católica, em 2013, a Copa das Confederações, também em 2013, e a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, urge que empenhemos todos os nossos esforços para estarmos aptos a aproveitarmos todas as oportunidades oferecidas por essa conjuntura única, e dotarmos o nosso país dos serviços e da infraestrutura compatíveis com os padrões internacionais e com a dimensão econômica e política que ocupa hoje o Brasil no cenário mundial.
Como tem ocorrido nos últimos cinco anos, as Comissões de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado Federal e a Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados realizam a V Semana de Turismo coincidindo com essa que é a data maior do turismo mundial. Essa iniciativa visa sensibilizar os parlamentares para a pauta do setor e para os projetos de seu interesse.
Nesta V Semana decidiu-se trabalhar, conjuntamente com o tema proposto pela OMT, dois temas nacionais, que se materializaram em duas mesas de debate. Pela manhã do dia 27, na Câmara dos Deputados discutiu-se, com a presença do novo ministro do Turismo Gastão Vieira, a inclusão do setor do turismo nos benefícios fiscais e creditícios previstos no Plano Brasil Maior, lançado recentemente pela presidenta Dilma, com o objetivo de equilibrar as condições de concorrência da indústria nacional exportadora diante de uma situação cambial extremamente desfavorável aos produtos fabricados no Brasil. Uma parcela significativa, a do turismo receptivo, está voltada para o mercado externo e, tal como o setor de manufaturados, também sofre com a excessiva valoração de nossa moeda.
O Brasil recebe por ano aproximadamente cinco milhões de turistas, sendo que 46% são provenientes da América do Sul e 16% das Américas Central e, principalmente, do Norte. A Europa é responsável por cerca de 31% dos turistas que chegam ao nosso país e o restante se divide entre Ásia e Pacífico (5%) e países africanos (2%). Esse contingente movimenta por ano cerca de US$ 6 bilhões, conforme dados do Ministério do Turismo.
Apesar dos valores aparentemente expressivos, recebemos por aqui um número bem pequeno de turistas, se comparado com a movimentação mundial que é de 940 milhões de turistas por ano e que geram uma receita de quase um trilhão de dólares. O Brasil, portanto, responde por pouco mais de 0,5% do movimento total de turistas no mundo e o correspondente a mais ou menos esse mesmo percentual em termos de receita.
Estimular o setor brasileiro de turismo receptivo ampliando nossa parcela no mercado mundial é um passo decisivo para o equilíbrio de nossas contas externas e para a captação de divisas internacionais.
Outro tema, “Conta Satélite do Turismo: O que é, para que serve?” foi abordado em mesa de debate no Senado Federal, realizada na tarde do mesmo dia, e reuniu as principais entidades estatísticas nacionais, como o IBGE e a FIPE, demonstrando o profundo interesse dos empresários e dos trabalhadores, e dos gestores públicos, em resolvermos um dos gargalos crônicos no nosso desenvolvimento turístico: a ausência de uma base de dados e de informações consistentes e confiáveis. Constatamos que muito se avançou nesse campo, embora ainda não tenhamos alcançado a Conta Satélite do Turismo que é o instrumento preconizado pela OMT, como ferramenta adequada para o planejamento moderno e eficiente das políticas públicas e privadas para o setor.
Com essas ações, a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado Federal e a Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados demonstraram, mais uma vez, estarem à altura de seu papel institucional, oferecendo memorável contribuição ao desenvolvimento sustentável de nosso turismo.

*Formada em Economia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), é senadora pelo PSB da Bahia, eleita em outubro de 2010, e já foi prefeita de Salvador.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

A Comissão Provisória do Partido Socialista Brasileiro de Salvador, no uso de suas atribuições e de acordo com o Estatuto em vigor, convoca todos os filiados aptos conforme a resolução CEN Nº 03/2011 para participar do Congresso Municipal do PSB, que será realizado nos dia 30 de setembro de 2011, das 08 às 13 horas, na Rua Francisco Ferraro, 53 - Nazaré
, Salvador-Bahia, com a seguinte Ordem do Dia:

1.Eleição do Diretório Municipal, Conselho de Ética e Fiscal, e delegados ao Congresso Estadual e os seus respectivos suplentes;
2.O que ocorrer.
Salvador, 19 de setembro de 2011

WALDEMAR OLIVEIRA
Presidente da Comissão Provisório do PSB de Salvador

Partido Socialista Brasileiro
Diretório Municipal de Salvador

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Bahia vai qualificar 20 mil profissionais do turismo

O Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Turismo, vai qualificar 20 mil profissionais e microempresários ligados ao turismo até 2014. A informação foi divulgada nesta terça-feira (27), pelo titular da pasta no Estado, Domingos Leonelli (PSB/BA), durante palestra no evento Agenda Bahia, promovido pela Rede Bahia, no auditório da Federação das Indústrias, em Salvador.
De acordo com o secretário, serão beneficiados profissionais como taxistas, recepcionistas, garçons, camareiras, dentre outros. Para o gestor, esse será um dos principais legados que um evento como a Copa do Mundo deve deixar para o destino. “Pois esse aprendizado ficará para depois do evento”, disse.
Dados da Setur apontam que a Bahia receberá cerca de 700 mil visitantes nos meses de junho e julho de 2014, 300 mil a mais que o fluxo registrado atualmente. Além de projetos de qualificação, serão executadas ações nas áreas de infraestrutura turística e promoção.
Entre as principais obras de qualificação do destino com recursos da Secretaria de Turismo estão intervenções na Feira de São Joaquim, Terminal Náutico e a reestruturação da Baía de Todos-os-Santos, que prevê aportes de US$ 85 milhões. Os recursos serão utilizados na construção de píeres, atracadouros e recuperação do patrimônio histórico.
Aviação regional – Durante o debate realizado na Fieb, Leonelli anunciou ainda que o governo deve revalidar o decreto que prevê incentivos fiscais para a operação de vôos locais. Editada ainda no ano passado, a medida fez com que fosse ampliada a malha aérea regional com a implantação de novos vôos para Ilhéus, Porto Seguro, Barreiras , Vitória da Conquista e Lençóis.