sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Bancada socialista cresce no Senado Federal

Dois novos nomes comporão a bancada do PSB no Senado Federal na próxima Legislatura. Rodrigo Rollemberg, eleito pelo Distrito Federal, e Lídice da Mata, pela Bahia, estarão ao lado do senador Antônio Carlos Valadares que se reelegeu para o terceiro mandato consecutivo por Sergipe.
O partido triplicou assim o número de senadores eleitos em 2006, quando elegeu apenas Renato Casagrande, que agora deixará o Senado, a partir de primeiro de janeiro, para assumir o governo do Espírito Santo.
Com 738.575 votos, o líder do PSB na Câmara dos Deputados, Rodrigo Rollemberg, foi o segundo senador mais votado do Distrito Federal. Para o senador eleito, o resultado das urnas deixa claro que a população quer mudanças na política. “Essa mensagem é clara e pode ser comprovada com a votação expressiva em candidatos que defendem a ética e a moralidade”, disse. Rollemberg afirma que lutará pela aprovação de leis que melhorem a qualidade de vida da camadas menos favorecidas da população.
A Educação será o principal foco de atuação de Lídice da Mata, primeira senadora eleita pela Bahia, com mais de três milhões de votos. “O desafio é fortalecer a educação pública, melhorando o ensino nas escolas, para que todos possam ter uma educação de qualidade”, destacou. Ela disse, ainda, que há necessidade de investimentos em turismo e a valorização da cultura no Estado.
Reeleição– O senador Antônio Carlos Valadares (SE) foi eleito pela terceira vez consecutiva com 476.549 votos. O líder do PSB no Senado afirmou que foi o voto consciente que o levou de volta ao Senado e que continuará pautando o seu mandato por ética e seriedade. “Foi uma vitória do povo e uma prova de que o trabalho que realizei e as propostas que apresentei surtiram o efeito desejado”, disse.

Tatyana Vendramini

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A primeira mulher, baiana, no Senado

Governador eleito do ES diz que campanha deve tirar Dilma da redoma

Eleito governador do Espírito Santo com 82,30%, Renato Casagrande (PSB), defende mudanças na campanha de Dilma Rousseff neste segundo turno para que ela seja apresentada como alguém mais próxima da população.
Secretário-geral do PSB, partido que integra a coligação, ele pondera que o PT deve abrir mais espaço na coordenação da campanha para outros partidos.
"Se alguém errar agora fica mais difícil recuperar depois."
Casagrande conversou com a Folha após participar de reunião com o presidente Lula que discutiu a campanha.
Folha - A campanha tem que mudar no segundo turno?
Renato Casagrande - Segundo turno é uma nova eleição, que exige mudanças. Temos que sair do debate de temas secundários para o debate político e centrar fogo na comparação entre os governos do PSDB e do PT, além de mudar a forma como a Dilma é apresentada.
Ela tem que estar muito mais próxima da população. É importante que o programa de TV apresente sua presença em atos junto à população brasileira.
Não dá para colocar a candidata numa redoma...
O que está aparecendo na TV muitas vezes é isso. A TV tem que mostrar a campanha de rua. A campanha precisa buscar mais colaboradores para atuar na coordenação.
FOLHA: Entrar na discussão de temas como aborto e casamento de pessoas do mesmo sexo é cair numa armadilha?
Na minha avaliação a Dilma tem que ser clara com relação a esses temas, que são importantes para os cristãos do país todo, mas não deve centrar a campanha nesses temas que causaram problemas para a candidatura dela. A campanha tem que buscar o debate de projeto político para o Brasil.
FOLHA: Qual efeito teve para a campanha o segundo turno?
R: Essa é a semana mais importante para a Dilma. Ela tem que vencer intimamente uma expectativa que foi frustrada, ter estabilidade emocional neste momento, buscar energia para continuar lutando e fazer o enfrentamento político. Se ela conseguir pessoalmente sair-se bem esta semana tem condições de ganhar a eleição. Diria que é a semana mais delicada para a Dilma e a melhor semana do Serra que não tinha expectativa e ir para o segundo turno.
FOLHA: A responsabilidade pelo segundo turno é de quem?
R: Da campanha, dos fatos que interferiram na campanha, relacionados ao governo, como [a quebra de sigilo na] Receita e caso Erenice, e campanhas caluniosas que a Dilma sofreu na internet e que a campanha adversária usou bem. Tem o aproveitamento competente dos adversários de posições mal aproveitadas, de campanhas caluniosas e fatos que aconteceram com pessoas próximas ou do governo que geraram dúvidas no eleitor que preferiu pensar melhor.
FOLHA: A campanha do Serra prometeu salário mínimo maior, 13o para o Bolsa Família, promessas direcionadas para o "eleitor do Lula". A campanha da Dilma não conseguiu um discurso para esse público?
R:
A campanha da Dilma tem que deixar claro que o PSDB já teve sua oportunidade, que são propostas eleitoreiras para ganhar voto num seguimento que ele não tem penetração. É melhor ter uma política duradoura e permanente de aumento do mínimo do que um reajuste abrupto e depois ficar quatro, cinco anos sem aumento. Agora é um contra o outro e essa questão não pode deixar passar sem resposta.
FOLHA: De que forma os governadores eleitos podem ajudar na campanha da Dilma?
R:
Mobilizando os partidos nos Estados, participando da coordenação nacional da campanha. O PT tem que abrir espaço para que outras lideranças participem da campanha que está muito restrita ao partido. São três semanas decisivas na campanha. Se alguém errar agora fica mais difícil recuperar depois.
FOLHA: O senhor acha que deve se perseguir o apoio da Marina ou os votos do eleitorado dela?
R
: As duas coisas. Quem tem relação com a Marina deve conversar com ela, mas a campanha deve buscar os votos dos eleitores da Marina. O eleitor da Marina é diverso, de seguimentos cristãos, de classe média, que não concorda com a polarização PT/PSDB, que não acha isso bom para o Brasil. Tem que ter humildade para levar o discurso para essas pessoas.
FOLHA: O PSB cresceu, vai buscar mais espaço num eventual governo Dilma?
R:
O PSB elegeu três governadores e 35 deputados federais. Não tem nenhuma bancada tão alta que não se consiga vê-la. As bancadas estão mais equilibradas e o futuro governo, se for o da Dilma, vai precisar ter mais equilíbrio.

sábado, 25 de setembro de 2010

IBOPE confirma Lidice 400 e Pinheiro 130 lideram a corrida para o Senado.


A Bahia já decidiu seja na capital ou no interior o povo diz é Lidice 400 e Pinheiro 130 é o time de Lula, Wagner e Dilma é a Bahia seguindo em frente.
Walter Pinheiro e Lídice da Mata lideram a corrida para o Senado no estado, de acordo com a pesquisa Ibope/TV Bahia divulgada na noite desta sexta-feira (24), na qual aparecem com 35% e 32% das intenções de voto, respectivamente, contra 29% do terceiro colocado.
O resultado confirma a tendência do crescimento dos dois candidatos da coligação “Pra Bahia Seguir em Frente”, desde o início da campanha, enquanto o concorrente mais próximo primeiro estacionou e depois começou a cair.

sábado, 18 de setembro de 2010

Lídice: Nunca dobrei minha cabeça aos coronéis da Bahia

"Nunca dobrei a minha cabeça aos coronéis da Bahia e por isso querem impedir a nossa vitória. Conto com vocês para ganhar essa eleição junto com Pinheiro", que afirmou a candidata ao Senado da coligação "Pra Bahia Seguir em Frente", Lídice da Mata, na noite desta quinta-feira (16), em reunião no Comitê Dilma Presidente, em Patamares. O encontro foi promovido por lideranças comunitárias dos bairros de Pituaçu, Jardim Imperial, Alto do São João, Bate Facho, Irmã Dulce, Alto da Cebola e Avenida Jorge.
Sobre o empate técnico na disputa pelo Senado entre os três principais candidatos, Lídice disse que é hora de dar continuidade às mudanças iniciadas com a vitória do presidente Lula e o governador Jaques Wagner: "A disputa para o Senado está que nem corrida de cavalo, ganha quem tem o pescoço mais comprido, e o pescoço mais comprido é o nosso", confia.
Lídice lembrou os episódios de ataques apócrifos que vem sofrendo durante a campanha e pediu aos participantes para ficarem atentos as calúnias dos adversários. "Vocês sabem que os meus adversários não gostam de mim e estão me atacando no twitter, nas ruas com panfletos sem autoria, com mentiras, por não se conformarem em perder o jogo". E para completar citou como exemplo os constantes bombardeios sofridos durante a gestão na prefeitura. "Enfrentamos dificuldades, mas governamos até o fim. Fizemos obras físicas e sociais de grande importância como o Programa Cidade Mãe, reconhecido internacionalmente pelo exitoso trabalho com as crianças e adolescentes de Salvador", declarou.
O encontro foi conduzido pelo ex-vereador socialista Celso Cotrim e reuniu cerca de 300 pessoas. O presidente do PSB de Salvador, Celsinho Cotrim, também participou do evento e defendeu o voto no verdadeiro time do presidente Lula. "Continuem apostando nesse time que tem compromisso com o povo e vem transformando a vidas das pessoas", disse ele.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

EDUARDO CAMPOS - A oposição está distante da vida real do brasileiro

Governador mais bem avaliado do país, segundo o Datafolha, e com uma reeleição consagradora quase certa em Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) desconversa sobre suas pretensões nacionais para os próximos anos.
Em entrevista à Folha, entretanto, fala como liderança nacional. Analisa os erros dos adversários dele e do presidente Lula, chama a oposição para um diálogo mais sereno após a eleição e aponta suas articulações com o presidente para criar uma "frente ampla" de aliados. Apoiado por uma megacoalizão de 15 partidos, Campos tem 67% na pesquisa Datafolha, contra 19% de Jarbas Vasconcelos (PMDB).Ele falou à Folha na noite da segunda-feira passada, em seu gabinete no palácio do Campo das Princesas, o mesmo no qual seu avô Miguel Arraes foi preso por tropas do Exército em 1964.
Folha - Pernambuco é o Estado onde o presidente Lula tem a melhor avaliação, e o sr. é o governador mais bem avaliado. Quanto do desempenho do seu governo deve ser creditado a Lula?
Eduardo Campos - O presidente Lula é bem avaliado em Pernambuco por justa razão. Primeiro ele é pernambucano. Segundo, ele tem feito um governo que deu oportunidade de Pernambuco tirar do papel velhos sonhos, bandeiras de anos de luta, como a refinaria de petróleo, a Transnordestina, a transposição [do rio São Francisco], estaleiros. Mas costumo ouvir do povo um ditado: não tem vento bom pra quem não sabe para onde quer ir. Cuidamos de levar bons projetos, de mostrar que o nosso time sabe fazer.
Folha: O sr. é o governador mais bem avaliado e ruma para uma vitória expressiva no primeiro turno, posição que lhe credencia como um nome forte para 2014. O quanto sai fortalecido nacionalmente desta eleição?
EC: O mais prudente nesse momento é governar e fazer a campanha até o dia 3. [Não estaria nessa situação] Se não tivéssemos um governo que tivesse entregue, na segurança pública: o Recife hoje tem 40% menos homicídio do que há 3,8 anos. Construímos hospitais, UPAs [Unidades de Pronto Atendimento], colocamos OS (organizações sociais) para gerir hospitais.
F. O sr. planeja futuramente se tornar presidente?
EC .Não. Quero ser governador de Pernambuco mais uma vez e me dedicar como me dediquei. Costumo dizer quando quero as coisas. Não uso da velha política, daquela artimanha que o camarada diz que não quer porque quer. Não faço esse jogo.
F. Mas o sr. dizia, que não seria candidato à reeleição...
EC. Sou favorável ao mandato de cinco anos com coincidência de mandato [unificar as eleições de todos os cargos eletivos], porque quatro anos com uma eleição no meio é menos do que quatro anos, porque há óbices de convênios, de iniciativa de programas. Meu partido e eu sempre nos colocamos contra a reeleição. Hoje sou candidato porque acho que temos muito mais a fazer para consolidar esse ciclo de transformação que iniciamos.
F. Qual a sua estimativa do desempenho do PSB nas eleições? O possível fortalecimento credencia o partido a pleitear um espaço maior na Esplanada [hoje comanda Ciência e Tecnologia e Secretaria dos Portos]?
EC. Acho que vamos fazer em torno de 40 deputados federais - hoje somos 23 - e seis senadores -hoje somos dois. E estamos fazendo a disputa efetiva em oito Estados. Desses, somos primeiro em quatro [PE, CE, ES e PI, neste último empatado] e em quatro podemos ir ao segundo turno. É um crescimento significativo. Quanto ao governo, nunca fizemos política em troca de cargos. Mas podemos participar e temos quadros para isso.
F. Lula disse ter conversado com o sr. a respeito da criação de uma "organização política muito forte" para impedir que se repitam sobre o presidente pressões do Congresso como a ocorrida no mensalão. Que articulação é essa?
EC. O presidente Lula já falou que, se dependesse dele, ele faria um grande partido. Ao longo desses anos, ele foi vendo que isso não era uma coisa fácil de acontecer. E acho que agora evolui algo que eu entendo que tem sentido político: por que fazemos frentes nos Estados, nas disputas eleitorais, e não conseguimos manter uma institucionalidade de frente entre partidos que têm identidades e histórico de estar juntos em diversas lutas e causas? Acho que depois da eleição precisamos conversar isso. Outros países da América Latina tiveram experiência, como a Frente Ampla, no Uruguai.
F. Com a possível vitória da coalizão governista, a aprovação recorde do presidente e um certo discurso de rejeição a reparos ao governo, não é possível identificar uma escalada no caminho de se tentar varrer a oposição do mapa?
EC. Isso é um problema da oposição, não nosso. É um problema de qual oposição foi feita e qual a forma de fazê-la. Acho fundamental que todo governo tenha oposição, democracia, liberdade de imprensa. São fundamentos da vida democrática. Agora, no momento que temos uma grande vitória, ela deve ser acompanhada de uma grande prudência e de muita humildade. Para isso, é fundamental dialogar com a oposição. Que vai sair da urna com vitórias, com senadores, deputados e governantes. De uma maneira mais serena, menos pontuada pelos confrontos que marcaram a vida do país nesses oito anos.Muitas vezes eu vi setores da oposição cometendo os mesmos erros que o PT cometeu quando foi oposição e pagou por esses erros.
F. Por exemplo?
EC. Quando fez oposição a tudo, sistematicamente, se negou a prestar apoios a alguns governos. Aconteceu com o governo de dr. Arraes, de Brizola, de Itamar, de Mário Covas, de Franco Montoro. E hoje muitos militantes do PT percebem que foram erros que geraram outros erros agora, quando o PT chega ao governo. Porque ficou aquilo: você fez isso comigo, vou fazer agora com você. Acho que esse tempo passou.
F. Onde a oposição errou?
EC. Prefiro ver onde é que nós acertamos. Acertamos a pauta do povo: voltar a crescer, cuidar de escola, voltar a fazer obras. Fomos para o debate do Brasil real. O Brasil construção da cidadania, da oportunidade, do resgate da autoestima do nosso povo. Desmontamos fábricas de desigualdades pelo país. Eles fizeram o debate do Brasil oficial. Essa foi a grande diferença. O debate oficial não chegou nas comunidades, nas universidades, na periferia. Essa pauta ficou em Brasília. Ela enche páginas e páginas de jornais, blogs, debates na TV. Mas não é o assunto da enorme maioria dos brasileiros. Essa é a única pauta cabível? Por que a mídia...Não é a mídia. Os políticos vão à mídia. Passam dias [debatendo] "porque a PEC tal", "porque a MP não sei o quê". Os temas escolhidos pela oposição não colaram na vida real. Se tivessem colado, o resultado seria outro.
Leia a íntegra da entrevista em
folha.com.br/po793977

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Pinheiro fala sobre a campanha conjunta com Lidice para o Senado

Blog: Você e Lídice vem trabalhando em conjunto na candidatura ao senado?
Pinheiro:A gente tem um trabalho em conjunto. Agora é natural Lídice ter um mandato e eu também ter um mandato, é natural inclusive que a gente tenha assessores que tenham proximidade, inclusive o PSB deslocou assessores para a campanha dela, como o PT também deslocou assessores para essa campanha em conjunto, mas que tem uma relação própria com o partido.
Nós inclusive estamos inovando, qual é a campanha de Senado na cidade... que inclusive o jingle é um jingle em comum para nós dois. O PT nunca foi disso, Lídice disputando pelo partido dela, eu também nunca vi em outras etapas e outros partidos nunca fizeram isso, essa é a primeira experiência que a gente vê aqui na Bahia, mesmo na campanha de Waldir que tinha dois senadores e elegeu os dois, a campanha não era tão junto assim, com material em conjunto, com adesivo em conjunto, com jingle em comum.
Nosso programa eleitoral é um programa comum, agora tem uma hora que fala Lídice e tem hora que falo eu, até pelo fato de ser um par, a gente podia até combinar bem, mas como brinca Lídice, ela é uma companheira da rua, porque em casa eu tenho uma companheira que se chama Ana. Você diz ai que teve rusgas no início, tá fazendo campanha, o PT não pode estar fazendo isso ou aquilo, o PT foi o maior defensor do da candidatura de Lídice para o Senado, alguns inclusive chegaram a acusar o PT de que o PT havia se comprometido com Lídice desde a disputa da prefeitura, havia se comprometido com a vaga futura ao Senado, então o PT defendeu. Jonas Paulo como presidente do partido defendeu a candidatura de Lídice, como um bom nome, como um grande nome, não levou em consideração nenhum aspecto de densidade eleitoral de tamanho de partido ou coisa do gênero. Ou seja, são dois mandatos consolidados a gente se ajusta tranquilo, as rusgas são resolvidas porque são deputados e no caso a deputada, agora nossa senadora uma figura assim como eu já com experiência política. Então não podemos deixar que uma tinta no muro possa manchar essa boa tela que vamos pintar.
*Walter Pinheiro é Deputado Federal e candidato ao Senado Federal
** Entrevista ao blog Política Hoje

sábado, 28 de agosto de 2010

A máfia das Transcons em Salvador – tem gente que não lembra de nada

Josias Pires*
A cada dia o jornal A Tarde acrescenta uma novidade no escândalo das Transcons. Agora é uma curtíssima entrevista com o ex-secretário de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente, Antonio Abreu, que foi exonerado no dia 12 de maio passado pelo prefeito João Henrique Barradas Carneiro (foto), em meio a polêmica publicação dos decretos de desapropriação de mais de 5 milhões de metros quadrados de áreas de Salvador. Mais desapropriações mais Transcons na praça para a farra imobiliária. Apesar da farra das Transcons ter ocorrida em profusão durante a sua gestão na Segham, o ex-secretário disse ao jornal que não tem nada a falar sobre o assunto e que não quer nem ouvir falar da prefeitura. Garante que não lembra absolutamente de nada do que se passou durante a sua gestão. É realmente um depoimento desconcertante, afinal é a Sedham quem autoriza o uso das Transcons nos negócios imobiliários.

Não é segredo para ninguém minimamente informado de que o capital imobiliário é quem manda no poder em Salvador. E isto não é de hoje. A minha impressão é que a cidadania não pode desperdiçar uma oportunidade dessas para fazer a denúncia e cobrar as devidas apurações acerca das negociatas com Transcons que ocorrem há vários anos. O jornal acrescenta hoje que as Transcons foram criadas com a finalidade de estimular a preservação de áreas de interesse histórico, ambiental e paisagístico e, como compensação pela área desapropriada, o proprietário recebe um crédito imobiliário que lhe dá o direito de construir em outra área em quantidade de metros quadrados proporcional a que foi desapropriada. Como se vê as boas intenções foram transformadas em fonte de negócios, numa moeda em rápido processo de valorização.
Assim como o ex-secretário Antonio Abreu (foto) afirma não saber de nada, pois ele nada viu e de nada se lembra, um dos empresários citados como integrante da Máfia das Transcons, Alcebíades Barata Filho também anda muito esquecido. Na segunda-feira Barata declarou ao jornal que não conhecia o empresário Roberto Venturino, agora foi constatado que o endereço da sua empresa exatamente o mesmo do endereço da empresa de Venturino (sic!) e há registros de que os dois fizeram transações com as Transcons.
Agora Barata lembrou-se que sua empresa vendeu Transcons para Venturino, que é um empresário italiano que passa temporadas no Brasil e investe em compras de Transcons em Salvador. O jornal traz hoje uma outra denúncia: O saldo de Transcons em mãos de Venturino aumentou mesmo depois dele ter vendido metade da área anteriormente disponível. Os saldos nunca foram corretamente publicados no Diário Oficial abrindo margem para manobras típicas de prestidigitadores, metidos a mágicos que pensam poder enganar sempre a sociedade.
Aqui quero revelar experiência que vivi na campanha eleitoral de 2008, quando tive a oportunidade de conversar com um empresário aposentado do ramo imobiliário que apresentou denúncias graves sobre negociatas com as Transcons. Porém não obtivemos documentos e provas que consubstanciassem a denúncia naquele momento. Essa coisa está rondando aí há vários anos e muita grana rolando. Agora estamos tendo a oportunidade de trazer essas vísceras à luz do dia, da imprensa, da justiça e da dignidade.Numa outra página o jornal informa que entidades civis questionam sindicância e cobram Conselho da Cidade. Hoje às 14h na porta da prefeitura.
Estes episódios ajudam a desvelar o jogo e a luta diários por cada palmo do poder e do território de Salvador. Segundo o Crea 65% das construções da cidade estão irregulares. Recentemente um prédio sem alvará de construção desabou, matando quatro pessoas sob as barbas da prefeitura e da Sucom, que ao invés de fiscalizar a ocupação do solo está mais interessada nos negócios imobiliários, como estamos vendo.
Os especialistas apontam outro desserviço que a gestão do prefeito João Henrique está causando aos combalidos cofres públicos: a baixa remuneração da outorga onerosa. O nome pomposo é o de uma taxa que os construtores deveriam pagar ao município. Dados da Secretaria da Fazenda dão conta de que até junho foram arrecadados R$ 1,3 milhão. A previsão era arrecadar R$ 17,5 milhões.
Estes recursos alimentam o Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano, fundo criado para investimentos de interesse social como habitação, regularização fundiária e criação de áreas de interesse ambiental, histórico e paisagísitico. Nada disso vem sendo feito. A prefeitura acaba trabalhando contra a cidade e a favor apenas do capital imobiliário.

Lidice cresce no Ibope e empata na liderança

Osvaldo Campos*
Conforme a pesquisa divulgada pela Rede Bahia nesta sexta-feira, o senador César Borges (PR) tem 35% das intenções de voto e Lídice da Mata (PSB) subiu de 25% para 32%. Walter Pinheiro (PT) aparece na terceira colocação, com 29%.
O ex-prefeito de Feira, José Ronaldo (DEM) aparece com 9% e Edivaldo Brito (PTB) pontua com 7%. José Carlos Aleluia (DEM) soma 6% das intenções de voto. A pesquisa foi feita nos dias 24 a 26, ouviu 1.008 eleitores e tem margem de erro de três pontos percentuais.
Na última pesquisa Ibope
, César Borges aparecia com 38% das intenções e caiu para 35%, mas dentro da margem de erro. Lídice saiu de 25% para 32% e Pinheiro saltou de 23% para 29%.
Tanto esta como a pesquisa Datafolha não tiveram tempo para aferir o impacto da visita de Lula e do seu pedido de voto para Lídice e Pinheiro. O presidente da República esteve em Salvador nesta quinta e participou de comício de Wagner na praça Castro Alves, à noite.
* Membro da executiva do PSB Salvador

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Na praça Castro Alves Lídice afirma: Bahia dará a maior vitória do Brasil a Dilma



Osvaldo Campos*
Em emocionado discurso na noite desta quinta-feira, durante o comício da vitória das campanhas de Dilma, Wagner, Lídice e Pinheiro, a futura senadora da Bahia, Lidice da Mata, afirmou que Dilma, repetindo o feito de Lula, terá na Bahia a sua maior vitória em todo Brasil.
Lembrando que nesta mesma praça ela e outros companheiros de sua geração que alí estavam enfrentaram a ditadura militar, conclamando a anistia, a abertura democrática e as "Diretas Já".
Ressaltou a coragem e determinação do presidente Lula em mudar a vida do povo pobre da Bahia e do Brasil, garantindo o crescimento econômico do país com a distribuição de renda e inclusão social dos brasileiros.
Afirmou que Lula sai do governo mas garante a sua continuidade elegendo Dilma Roussef como primeira presidenta do país.
* Membro da Executiva do PSB em Salvador

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Em Paulo Afonso, Lídice, Wagner e Pinheiro lotam Clube Operário

Faltou espaço para comportar o público que lotou o salão do Clube Operário de Paulo Afonso (Copa) para o Encontro de Lideranças da coligação “Pra Bahia Seguir em Frente”, realizado na tarde desta quarta-feira, 25/08.
Não foi apenas uma das mais concorridas, como uma das mais animadas recepções da campanha dos candidatos a governador Jaques Wagner, a vice, Otto Pinheiro, e ao Senado, Lídice da Mata e Walter Pinheiro. Tanto que tiveram de abrir espaço no meio da multidão para conseguir chegar ao palco.
O entusiasmo foi tamanho que o mestre de cerimônias Gilberto Vitório pediu uma salda de palmas à platéia, que muito antes da chegada dos ilustres convidados já sacudia bandeiras e cantava sem parar o jingle da campanha do governador e dos senadores.

“Nos dividimos na eleição passada e o resultado não foi outro: a nossa derrota. Eles dizem que vão ganhar aqui de novo, mas nós estamos aqui para derrubar esse projeto reacionário e demonstrar nossa unidade política em torno da eleição de Dilma à presidência e da reeleição e Wagner ao governador e para que ambos possam contar com uma bancada de senadores, deputados federais e deputados estaduais engajados no processo de transformação social que é a marca do presidente Lula”, declarou Lídice da Mata.
“Hoje o governo Wagner comemora a criação de 240 mil novos empregos em 3 anos e sete meses de governo, o mesmo que os governos anteriores alcançaram nos últimos 12 anos. É essa Bahia que a gente quer levar para o Senado, a Bahia da renovação”, afirmou
O candidato a deputado federal pelo PSB, Domingos Leonelli lembrou que Lídice contribuiu decisivamente para a requalificação do setor turístico de Paulo Afonso apresentando emendas que foram aplicadas quando ele atuou como secretário de turismo de Wagner. “Vim de carro de Salvador e aqui estou após seis horas de viagem. Há 10 anos, fiz esta mesma viagem em 11 horas, de tão ruim que era a estrada. Wagner é a prova de que o governante que não rouba pode fazer mais pela Bahia”, destacou Leonelli.
Marcaram presença ainda os candidatos a deputado federal Nelson Pellegino (PT) e Mário Montenegro (PP), além de vários candidatos a deputado estadual, prefeitos e militantes da região nordeste do Estado. Ao final do encontro, todos percorreram as principais ruas do município em carreata que só terminou ao anoitecer

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

SINTEST-BA Agradece a conquista da Linha de Credito


Durante o ano de 2010 tivemos grandes conquistas uma delas foi a linha de crédito no Desenbahia no valor de R$ 85.000,00 (oitenta e cinco mil Reais) , depois de anos de luta em busca deste beneficio o Sindicato dos Transporte Escolares e Turístico do Estado da Bahia , finalmente conseguiu através da Deputada Federal Lidice da Mata que foi a madrinha, juntamente com ex Secretario de Turismo Domingos Leonelli e o Deputado Capitão Tadeu. Este beneficio vai possibilitar mais segurança e melhor qualidade no transporte escolar e turístico a classe agradece ao Governador Jaques Wagner e aos nosso amigos citados acima que foram muito importante nesta etapa, vamos nos fortalecer para juntos alcançar outros direitos como: Isenções de Impostos IPVA, IPI,ICMS.
Mais informações: www.sintestransportescolar.com.br/

sexta-feira, 20 de agosto de 2010



Amigo(a),

É com muita satisfação que convido os que possam para a 1ª Carreata pela PAZ do Capitão Tadeu e do PSB. É importante a sua presença! Bem como respeitar as normas de segurança no trânsito para que tudo transcorra conforme manda a alegria e a paz... Razão que justifica algumas dicas:

 Uso obrigatório de cinto de segurança e/ou capacete (no caso dos motociclistas);
 Todo deslocamento se dará pela faixa da direita, exceto quando esta for preferencial para
ônibus, táxi etc;
 Proibido uso de bebidas alcoólicas;
 Os pedestres terão prioridade nas travessias, portanto, vamos fazer valer o que diz o CTB
(Código de Trânsito Brasileiro);
 Todos os veículos devem manter distância de seguimento, deixar os faróis ligados e tocar nosso jingle à vontade. Quem ainda não possui o jingle de Capitão Tadeu favor, enviar email para capitaotadeu@capitaotadeu.com.br que o mesmo será enviado, sem problemas;
 Ocorrendo a necessidade de um ônibus encostar num ponto para embarque/desembarque,
por favor, vamos facilitar a referida manobra;
 Em caso de pane (quebra, pneu furado etc), favor posicionar o veículo à direita, sinalizando
com o braço para que os demais veículos da carreata o ultrapasse;
 Os veículos, que por qualquer motivo, não queiram participar de todo o trajeto, favor,
posicionem-se na retaguarda (fim da fila de carros e motos) para que não sejam seguidos pelos demais.
40.140 Abraços,

Capitão Tadeu Fernandes
Deputado Estadual – Líder do PSB

Lídice defende estadualização do metrô de Salvador

“O Metrô foi vendido à população de forma irresponsável. Até imagem dos trens com gente dentro a gente já viu em propaganda eleitoral, Sorte que a nova legislação não permite mais este tipo de manobra”.
A declaração da deputada federal e candidata ao Senado pelo PSB Lídice da Mata foi feita nesta segunda-feira, após a participação do candidato ao governo do Estado Jaques Wagner no Encontro “O Futuro da Construção e o Desenvolvimento”, relizado no Othon Palace Hotel, em Ondina, e promovido por entidades ligadas à construção civil, construção pesada e mercado imobiliário.Lídice defendeu a estadualização como forma de resolver o impasse do metrô da capital baiana, que já consumiu R$ 1 bilhão e mais de 10 anos em obras e permanece sem perspectiva de ter o trecho de apenas 6km inaugurado.
O governador Jaques Wagner evitou fazer qualquer juízo de valor sobre a questão, mas entende que a estadualização é uma alternativa, em face aos reduzidos índices de arrecadação e a capacidade de endividamento do município de Salvador. Wagner ponderou, entretanto, que a negociação entre Estado e Prefeitura só será iniciada após o final do período eleitoral.
“O problema do trânsito de Salvador se deve à cultura que reinava no passado de não dar continuidade às obras do antecessor. O único projeto de transporte de massa, o VLP, concebido na administração Mário Kertez, foi abandonado pelo sucessor dele”, destacou o governador, referindo-se ao prefeito Fernado José (1989 a 1992).
Lídice, que assumiu a prefeitura de Salvador em 1993, lembra que herdou apenas as dívidas deixadas pelo VLP. “A questão era tão enrolada que o que nós fizemos foi uma auditagem e uma renegociação da dívida que foi muito benéfica ao município, tanto que foi aprovada pela Câmara de Vereadores”, completou.
Assessoria de Imprensa

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Lançamento do programa de governo de Jaques Wagner para a Juventude

Ontem foi realizado na Madre o lançamento do programa de governo de Jaques Wagner para a Juventude, com a presença de mais de mil jovens. Esteve presente varias entidades estudantis e partidárias, as mesmas, confirmaram o apoio a Jaques Wagner. Esteve representando a JSB (Juventude Socialistas Brasileira) o secretario de Juventude do PSB de Salvador Vitor Gantois e presidente da JSB de Salvador Adriano Wirz; que na sua explanação salientou a importância de reeleger Wagner e eleger Dilma presidente. Falou também que antigamente a juventude votava na esquerda por idealismo e por ter a esperança que as coisas iriam mudar e elas mudaram, a juventude continuou votando por idealismo e por ter esperança. Esperança esta, que foi redobrada pelos diversos investimentos que foram feitos na Juventude e sem duvida um dos principais foi aprovação da PEC da Juventude.

Veja no link http://www.souwagner13.com.br/motix/pt_br/juventude/propostas.html e conheça as propostas votadas para que a Juventude e continue seguindo em frente com
Wagner 13 Dilma, Lidice 400 e Pinheiro 130.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Bahia em primeiro lugar no turismo, afirma Tramm

Bahia Notícias: Secretário, qual o impacto que o GP baiano de Stock Car traz para a Bahia?
Tramm: Olha, no último ano, a Stock Car gerou uma mídia espontânea para a Bahia avaliada em cerca de R$ 19 milhões. Ela representou também uma movimentação na economia em torno de R$ 20 milhões. Acreditamos que esse ano ela deve repetir isso ou mais alguma coisa. Nós estamos aí com uma ocupação (hoteleira) pretendida para o mês de julho muito boa e o próprio trade tem dito que é a melhor ocupação do mês de julho dos últimos quatro anos. A Stock Car deve representar um acréscimo de 20% na ocupação normal no mês de agosto. Isso tudo nos leva a crer que o impacto positivo da Stock Car na economia da Bahia é muito grande. Há uma coisa que a gente precisa dar ênfase: o turismo não é apenas lazer, passeio, praia e sol. Turismo é negócio, é desenvolvimento, é dinheiro, emprego e renda.
BN: E o que o baiano ganha de benefício direto com o GP?
Tramm: Primeiro você ganha o estímulo ao inserir na Bahia uma rota de um esporte que é preferência não só nacional, mas também mundial. Segundo que pela primeira vez no Brasil você tem uma prova de rua e não de autódromo e isso é um diferencial. Tudo isso veio possibilitar aos baianos assistirem isso ao vivo e a cores e não pela TV, então isso é um ganho. O segundo ganho é o que já conversamos anteriormente em termo da economia. A Stock Car deve gerar em termos de emprego indireto, em torno de 2,5 mil postos. Então isso é negócio. A Stock Car traz um movimento para bar, restaurante, hotel, para empresas de taxi, de locação de automóvel. Isso é dinheiro e é retorno.
BN: O governo trabalhou sob a tese de fazer o GP da Stock Car nesse período do ano, visando o fenômeno da sazonalidade, que é quando o estado vive a baixa estação?
Tramm: Claro, nós não precisamos trazer a Stock Car em janeiro ou fevereiro, que já é a alta da alta estação. Nós precisamos desse tipo de empreendimento e certame justamente na época de mais baixa estação, como fizemos no ano passado e vocês da imprensa se lembram do jogo do Brasil contra o Chile, da mesma forma que sempre vamos captar eventos que tragam grande quantidade de turistas, e turistas com poder aquisitivo. No ano passado nós fizemos também um congresso de médicos cardiologistas que reuniu mais de 10 mil médicos aqui. Agora vamos realizar um evento desses com dentistas, que é um certame internacional, que deve trazer uns oito ou dez mil congressistas.
"Acredito que até a Copa teremos a segunda pista (do aeroporto) funcionando."
BN: O senhor acha que o turismo ainda é uma atividade secundária ou terciária na Bahia?
Tramm: Não, ela não é secundária ou terciária. Ela não é considerada uma atividade econômica não só na Bahia como no Brasil, porque você não tem ainda uma ponta para aferir os resultados. Entenda que quando se fala na indústria automobilística, você tem aí uma planilha de ICMS, enquanto que no turismo não tem. Nós não sabemos, por exemplo, quanto é consumido de bebida na área de turismo, porque a nova estratégia que deveria ser implantada ainda não foi implantada. Você não sabe quanto de colchão e travesseiro se vendeu para o trade de turismo, como sabe o quanto se vendeu para o cidadão comum? Qual é o consumo de carne, peixe e vinho na área? Você não sabe. Então no dia em que você tiver isso claro e objetivo, você vai poder sentar na mesa e dizer: “somos uma força do desenvolvimento”.
BN: Alguns profissionais da área do turismo têm dito que muitos turistas que chegam à Bahia voltam para suas regiões decepcionados. Dizem que o turismo na Bahia vive só do nome do estado, enquanto a infraestrutura não ajuda muita coisa. O que tem sido feito para reverter essa imagem ruim?
Tramm: Olha, isso é um contra-senso e vou te explicar por quê. Na pesquisa feita pelo Ministério do Turismo e pela Embratur, sobre a intenção de viagem, para onde você quer realizar a sua primeira viagem, o primeiro lugar foi da Bahia. A liderança não foi do Rio, nem de São Paulo, muito menos de Ceará e Recife. Também quando perguntados para onde seria a sua segunda viagem, quem ganhou também foi a Bahia. É lógico que sofremos de alguns problemas que não são só inerentes à Bahia. Temos problemas de infraestrutura e de urbanização como todos têm. Nós temos aí um problema grave de três anos de discussão sobre a questão do tira ou não tira as barracas (da Orla de Salvador). Agora é que resolveram tirar. Isso passa ao turista uma situação não muito agradável. Mas em compensação você tem o jornal The New York Times, que quando selecionou 31 destinos no mundo que você não poderia deixar de frequentar, visitar e conhecer em 2010, estava a Bahia. Então não é bem assim. É claro que você tem problemas pontuais como você tem em todas as atividades. Nós temos sim uma deficiência séria de mobilidade, como engarrafamentos etc, Mas de uma maneira geral, se não tivéssemos esses indicadores externos, estaríamos muito mais preocupados.
BN: Agora aquela velha pergunta que quase nunca ficamos contentes com as respostas: e os aeroportos, secretário?
Tramm: Antes de falar de aeroporto temos que dizer uma coisa: com o fechamento da Varig, Vasp e Transbrasil, a Bahia e o Nordeste sofreram muito em perda de voos. Nós deixamos de ter um malha aérea mais objetiva, farta e ampla. O Aeroporto Dois de Julho tinha um problema muito sério que era a acessibilidade, mas isso foi resolvido pelo Governo do Estado quando foi inaugurado aquele conjunto de viadutos (Complexo Viário 2 de Julho) e agora temos outro problema a resolver que é a melhoria do aeroporto, ou seja, a área para desembarque e embarque, estacionamento de aeronaves. O dinheiro para isso já está aí. O segundo ponto, que já vem sendo discutido há décadas é a ampliação da segunda pista do aeroporto e, ao que tudo indica, esse assunto estará também encaminhado para que possamos concluí-lo.
BN: Tem prazo para isso?
Tramm: Tem prazo, é claro. E um prazo curto porque agora já está decidido, tanto que a Infraero está preparando um termo de referência para a contratação de um estudo. Esse é um assunto que já deveria ser regularizado, mas acredito que até a Copa (em 2014) teremos a segunda pista funcionando.
"Olha o problema não se restringe somente a Salvador. Você deve ter visto aí, um monte de atraso que todo o sistema sofreu, em todo o país, com o problema da Gol."
BN: Assim esperam os baianos. Alguns analistas indicam que a deficiência nos aeroportos pode atrapalhar na escolha de Salvador para sediar os jogos, não só pela questão da Fonte Nova, mas também por uma questão aeroportuária.
Tramm: Olha o problema não se restringe somente a Salvador. Você deve ter visto aí, um monte de atraso que todo o sistema sofreu, em todo o país, com o problema da Gol e não foi nenhum problema de aeroporto, foi problema de operacionalidade da própria agência.
BN: Agora sobre o Porto Sul. O governo vai fazer algum tipo de trabalho para sensibilizar as pessoas, que são contrárias ao intermodal, de que o projeto é importante para a região?
Tramm: A primeira providência que foi tomada pelo governo foi abrir a discussão. A segunda é a realização de estudos ambientais. Feito isso você começa a desmistificar o problema. Ninguém vai fazer um porto para jogar coisa no mar, não existe isso. O Porto Sul é objetivo. Ele tem uma saída para o mar para os descarregamentos lá fora, tudo por tubulação. No geral, o porto representa desenvolvimento para aquela área. A Ferrovia Oeste-Leste significa desenvolvimento para esse interior do Brasil, que precisa movimentar as suas riquezas minerais e agrícolas. Então você não consegue, de maneira nenhuma, fazer uma omelete sem quebrar ovos. Você não consegue unanimidade em nenhum empreendimento que está em fase inicial. Mas no caso do Porto Sul, as pessoas já começam a sentir esse avanço, porque o tema está sendo discutido e passou a ser analisado. Já acabou o primeiro impacto da emoção.
BN: O que o senhor tem a revelar de cronograma de eventos para suprir esse período de baixa estação?
Tramm: Temos um calendário esportivo no mês de agosto. No mês de setembro e outubro já começa uma campanha, como fizemos no ano passado, que é a antecipação do verão: O Verão na Bahia chega na Primavera. Também nesse mês de agosto estamos realizando um seminário sobre o Turismo Étnico, que é uma das coisas mais importantes que a Bahia tem para vender. Ele fala da Bahia, fala da diversidade. O turismo ético é isso. E nós vamos vender essa cultura estado afora.
Por Gusmão Neto para o Blog Bahia Notícias