sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Leonelli : Bahia capta novos voos, turistas e eventos internacionais

O secretário de Turismo da Bahia, Domingos Leonelli (PSB), viajou para a maior feira de turismo da Espanha, a Fitur, com o objetivo de captar novos voos, agências, operadores e empreendimentos para a Bahia. A medida é uma das ações de promoção turística internacional, conta com promoção do Estado, através da Bahiatursa, em outros dez eventos turísticos na Europa e Estados Unidos.
No ano passado, os turistas estrangeiros deixaram R$ 779 milhões na Bahia, o que corresponde a 15,4% da receita total, que foi de R$ 5,07 bilhões. De acordo com dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em 2008, 514 mil estrangeiros desembarcaram na Bahia, o que representa uma participação de 5,7% do fluxo global.
“Isso coloca a Bahia numa posição privilegiada, uma vez que no Brasil a média de visitantes de outros países chega a 3,9%”, ressalta Leonelli. O secretário explica que as ações devem ampliar ainda mais o número de turistas internacionais que têm sido atraídos para a Bahia.
Os Estados Unidos são o país líder no ranking de turistas internacionais para a Bahia, enviando 63 mil americanos, seguido da França, com 56 mil, Itália, 51 mil, e Portugal, com 50 mil turistas enviados, segundo dados da Fipe.
Ainda em janeiro, a Bahia será promovida na BTL-Lisboa, em Portugal, onde diversos empresários, operadores e agentes de viagem aproveitam o momento para realizar negócios. A Secretaria de Turismo e a Bahiatursa vão realizar, também, outras promoções, como os festivais gastronômicos, pela Rede de Hotéis InterContinental, em Nova York, Atlanta, Miami, São Francisco, Los Angeles, Washington, Madri, Rio de Janeiro e São Paulo.
Um dos principais eventos internacionais já captados pela Bahia acontecerá em abril. O Fórum Criminal das Organizações das Nações Unidas (ONU) reunirá mais de 5 mil participantes, de 190 países, para discutir temas como o combate à criminalidade, direito criminal, direito penal. O fórum será realizado no Centro de Convenções da Bahia, que recebeu R$ 15 milhões em investimentos para reforma da estrutura do prédio, substituição de carpetes, cobertura, implantação de portas anti-incêndio, entre outros serviços.
A implantação de novas rotas internacionais já ganhou um novo voo, em dezembro de 2009. O trecho Madri-Salvador foi reestabelecido pela Air Europa - após uma interrupção por conta da crise econômica mundial - com taxa de ocupação de 98%, apenas no primeiro voo. O trecho Madri-Salvador, que é charter e deve ficar em atividade até maio, havia sido suspenso por conta de um reposicionamento da companhia, adotado após a crise econômica mundial.
Desde 2007, 17 novos voos internacionais foram incorporados à rota da Bahia, incluindo países como Estados Unidos (American Airlines), Argentina e Itália (Air Italy).

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A Maldição Branca

Eduardo Galeano*
No dia 1º de janeiro de 2004, a liberdade cumpriu dois séculos de vida no mundo. Ninguém reparou, ou quase ninguém. Poucos dias depois, o país do aniversário, o Haiti, passou a ocupar algum espaço nos meios de comunicação; não pelo aniversário da liberdade universal, mas sim porque ali se desencadeou um banho de sangue que acabou despachando o presidente Aristide. O Haití foi o primeiro país a abolir a escravatura. No entanto as enciclopédias mais difundidas e quase todos os textos escolares atribuem à Inglaterra essa honra histórica.É verdade que um belo dia o império que havia sido campeão mundial do tráfico negreiro mudou de opinião; mas a abolição britânica ocurreu em 1807, três anos depois da revolução haitiana, e foi tão pouco convincente que em 1832 a Inglaterra teve que voltar a proibir a escravatura.Nada de novo no aviltamento do Haití. Há séculos que é desprezado e castigado. Thomas Jefferson, prócer da liberdade e proprietário de escravos, advertia que do Haití vinha um mau exemplo; e dizia que era preciso "confinar a peste a essa ilha". O país ouviu-o. Os Estados Unidos demoraram sessenta anos a outorgar reconhecimento diplomático à mais livre das nações.Entretanto, no Brasil, chamava-se haitianismo à desordem e à violência. Os donos dos braços negros salvaram-se do haitianismo até 1888. Nesse ano, o Brasil aboliu a escravatura. Foi o último país do mundo. O Haití voltou a ser um país invisível, até à próxima carnificina. Enquanto esteve nas pantalhas e nas páginas, no princípio deste ano, os media transmitiram confusão e violência e confirmaram que os haitianos nasceram para fazer bem o mal e para fazer mal o bem. Desde a revolução para cá, o Haití apenas foi capaz de oferecer tragédias. Era uma colónia próspera e feliz e agora é a nação mais pobre do hemisfério ocidental.As revoluções, concluíram alguns especialistas, conduzem ao abismo. E alguns disseram, e outros sugeriram, que a tendência haitiana ao fratricídio provém da herança selvagem que vem de África. O mandato ancestral. A maldição negra, que empurra para o crime e o caos. Da maldição branca não se falou.A revolução francesa aboliu a escravidão, mas Napoleão ressuscitou-a:- Qual foi o regime mais próspero para as colónias?- O anterior- Pois então restabeleça-se.
E, para reimplantar a escravidão no Haití, enviou mais de cinquenta navios cheios de soldados. Os negros amotinados venceram a França e conquistaram a independência nacional e a libertação dos escravos.Em 1804, herdaram uma terra arrasada pelas devastadoras plantações de cana de açucar e um país queimado pela guerra feroz. E herdaram "a dívida francesa". A França cobrou caro a humilhação infligida a Napoleão Bonaparte.
Acabado de nascer, o Haití teve que comprometer-se a pagar uma indemnização gigantesca, pelo mal que fez ao libertar-se.Essa expiação do pecado da liberdade custou-lhe 150 milhões de francos ouro. O novo país nasceu estrangulado por essa corda atada ao pescoço: uma fortuna que actualmente equivaleria a 21.700 milhões de dólares ou a 44 orçamentos totais do Haití dos nossos dias.Muito mais de um século levou a pagar a dívida, que os juros da usura iam multiplicando.Em 1938 chegou, finalmente, a redenção final. Nessa altura já o Haití pertencia aos bancos dos Estados Unidos. Em troca dessa maquia a França reconheceu oficialmente a nova nação. Nenhum outro país a reconheceu.
O Haití nascera condenado à solidão. Nem sequer Simón Bolivar a reconheceu, ainda que tudo lhe devesse. Barcos, armas e soldados foram-lhe oferecidos pelo Haití em 1816, quando Bolívar chegou à ilha, derrotado, e pediu apoio e ajuda. O Haití deu-lhe tudo, com a única condição de que libertasse os escravos, uma ideia que até então não lhe tinha ocorrido. Depois, o senhor triunfou na sua guerra de independência e expressou a sua gratidão enviando a Port-au-Price uma espada de presente. De reconhecimento, nem falar. Na realidade as colónias espanholas que tinham passado a ser países independentes continuavam a ter escravos mesmo que algumas tivessem, aliás, leis que o proibiam. Bolivar ditou a sua em 1821, mas a realidade não se deu por satisfeita.
Trinta anos depois, em 1851, a Colômbia aboliu a escravatura; e a Venezuela em 1854. Em 1915, os marines desembarcaram no Haití. Ficaram dezanove anos. A primeira coisa que fizeram foi ocupar a alfândega e a repartição de cobrança de impostos. O exército de ocupação reteve o salário do presidente haitiano até este se resignar a assinar a liquidação do Banco da Nação, que se converteu em sucursal do City Bank de Nova Iorque... O presidente e todos os outros negros estavam proibidos de entrar nos hotéis, restaurantes e clubes exclusivos do poder estrangeiro. Os ocupantes não se atreveram a restabelecer a escravatura, mas impuseram o trabalho forçado nas obras públicas. E mataram muito. Não foi fácil apagar os focos de resistência. O chefe guerrilheiro, Charlemagne Péralte, cruxificado contra uma porta, foi exibido, como aviso, na praça pública.
A missão civilizadora terminou em 1934. Os ocupantes retiraram-se deixando em seu lugar uma Guarda Nacional, fabricada por eles, para exterminar qualquer possível assomo de democracia. Fizeram o mesmo na Nicarágua e na Repúlica Dominicana. Algum tempo depois Duvalier foi haitiano de Somoza e Trujillo. E assim, de ditadura em ditadura, de promessa em traição, foram-se somando as desventuras e os anos. Aristide, o padre rebelde, chegou à presidência em 1991. Durou poucos meses. O governo dos Estados Unidos ajudou a derrubá-lo, levou-o, submeteu-o a tratamento e uma vez reciclado devolveu-o, nos braços dos marines, à presidência. E de novo ajudou a derrubá-lo, neste ano de 2004, e de novo houve mortandade. E de novo voltaram os marines, que regressam sempre, como a gripe. Porém os peritos internacionais são muito mais devastadores que as tropas invasoras. País sumbetido às ordens do Banco Mundial e do Fundo Monetário, o Haití obedecia às suas ordens sem tugir. Pagaram-lhe negando-lhe o pão e o sal. Congelaram-lhe os créditos, apesar de ter desmantelado o Estado e ter liquidado todas as taxas aduaneiras e subsídios que protegiam a indústria nacional.
Os agricultores de arroz, que eram a maioria converteram-se em mendigos ou balseros. Muitos foram e continuam a ir parar ao fundo do mar das Caraíbas, porém esses náufragos não são cubanos e raras vezes aparecem nos diários. Agora o Haití importa todo o arroz dos Estados Unidos, de onde os peritos internacionais, que são gente bastante distraída, se esqueceram de proibir as taxas aduaneiras e os subsídios que protegem a produção nacional. Na fronteira onde termina a República Dominicana e começa o Haití, há um grande cartaz que avisa: O mau passo. Do outro lado está o inferno negro. Sangue e fome, miséria, peste. Nesse inferno tão temido, todos são escultores. Os haitianos têm o costume de recolher latas e ferros velhos e com antiga mestria, recortando e martelando, as suas mãos criam as maravilhas que se oferecem nos mercados populares. O Haití é um país atirado ao vasadouro, por eterno castigo da sua dignidade. Ali jaz como se fosse sucata. À espera das mãos da sua gente.
Eduardo Galeano , nasceu em Montevideu em 1940. Foi o primeiro autor homenageado com o prêmio à Liberdade Cultural, da Lannan Foundation (Novo México). É autor de De pernas pro ar, Dias e noites de amor e de guerra, Futebol ao sol e à sombra, O livro dos abraços, Memória do fogo (que engloba Os nascimentos, As caras e as máscaras e O século do vento), Mulheres, As palavras andantes, Vagamundo (todos pela L&PM Editores) e As veias abertas da América Latina (Editora Paz e Terra)..

domingo, 24 de janeiro de 2010

Lídice participa como debatedora do Fórum Social

A deputada Lídice da Mata (PSB) participa no próximo dia 29, da mesa que vai debater o tema “Mulher: Crise economia e emancipação”, dentro da edição temática do Fórum Social Mundial(FSM) que acontece em Salvador, entre os dias 29 e 31 de janeiro.Durante o três dias 20 chefes de governo da América latina e África são esperados. Também está prevista a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 30.
Organizada em três dimensões – cultura, diálogos entre sociedade civil e sociedade política, e uma multidisciplinar avaliação das crises do nosso tempo –, a programação do evento é baseada em cinco eixos transversais: tolerância, pluralismo, violência e antirracismo; democracia substantiva, afirmação e empoderamento da sociedade civil; gênero e alternativas à mercantilização e homogeneização; respostas à crise; e descolonização do pensamento.
Entre as atividades programadas estão incluídas 12 mesas gerais, mesas do Grupo Crise e Oportunidade, que debaterão especificamente o tema da crise econômica, além de conferências, seminários e eventos especiais.
Temas das mesas gerais
- Testemunhos da luta indígena;
- Desaparecidos políticos;
- A esquerda hoje e a contribuição dos pensadores da América Latina e África;
- Racismo e institucionalidade;
- Etnocentrismo e eurocentrismo;
- Militarização das periferias urbanas e ameaça à democracia;
- Educação e desenvolvimento;
- Mulher, crise econômica e emancipação;
- Fobias, intolerâncias e lógica igualitária;
- Descolonização do pensamento na América Latina e África;
- Reforma agrária, agricultura familiar e soberania alimentar;
- Governança, paz mundial e solidariedade internacional.
Eventos especiais
Entre os eventos especiais destacam-se o “Diálogo e controvérsias entre governantes e movimentos sociais”; ato em homenagem aos 50 anos da Revolução Cubana; conferências e seminários com grandes nomes nacionais e internacionais; debate-show Ofício de Viver Samba, reunindo sambistas cariocas e baianos; Encontro Cine Social Mundial; duas cimeiras internacionais (sobre trânsito e vida e sobre a pessoa idosa) e, finalizando, o Simpósio Internacional das religiões de matriz africana
A organização do evento prevê também a participação de vários ministros, como Tarso Genro (Justiça), Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência da República), Carlos Luppi (Trabalho), Carlos Minc (Meio Ambiente), Paulo Vannucchi (Secretaria Especial de Direitos Humanos), Fernando Haddad (Educação), além de personalidades como o escritor Paul Singer, o ex-prefeito de Londres Ken Livingston, o sociólogo norte-americano Immanuel Wallerstein, entre outros.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Leonelli busca recursos do PROFAA para aeroportos da Bahia


Objetivando captar recursos do PROFAA - Programa Federal de Auxílio a Aeroportos – o secretário de Turismo, Domingos Leonelli esteve em Brasília, com o secretário nacional de Aviação Civil do Ministério da Defesa, brigadeiro Jorge Godinho.
Leonelli discutiu a situação de alguns equipamentos aeroviários da Bahia. Na pauta de Leonelli está incluída também a principal reivindicação dos prefeitos e empresários do Baixo Sul, que é a reativação do aeroporto de Valença. O titular da Setur aproveitou a presença do responsável pela Seinfra e disse que “o encontro contará com dois leões na defesa dos interesses da Bahia”.
Os terminais de Ilhéus e de Caravelas, ambos no Sul do Estado, também não ficaram de fora da pauta. Ainda em Brasília, Leonelli participou da solenidade de lançamento de uma linha de crédito para reforma do parque hoteleiro das cidades que serão sub-sede da Copa de 2014.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Wagner anuncia: Estaleiro terá R$ 2 bi em investimentos


As viagens a Brasília e ao interior do estado, além da geração de emprego e renda, foram os temas do programa de rádio Conversa com o Governador desta semana, produzido pela Assessoria Geral de Comunicação. Segundo o governador Jaques Wagner, a instalação de um estaleiro na região de São Roque do Paraguaçu representa um investimento de R$ 2 bilhões e vai gerar cerca de sete mil empregos ou mais. "Três empresas baianas se juntaram, é um consórcio grande, forte, poderoso. Eu estive semana passada com o ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, conversando sobre esse e outros temas". "Eu espero que a gente consiga concluir tudo a tempo, de tal forma que a gente possa ver renascer aqui na Bahia a nossa indústria naval”. Wagner foi a Brasília assinar, ao lado de outros governadores, os compromissos da Copa 2014. "Eu me orgulho em dizer, a Bahia é o primeiro estado que, já agora, quinta-feira (21), vai assinar o contrato. As obras, primeiro de demolição, começam no final de fevereiro. As de construção começam em junho". Visitando sete cidades do interior em uma semana, o governador começou a agenda por Itapetinga, com o programa Saúde em Movimento, que está na quarta etapa, ajudando aos idosos.O programa também inclui os que estão no Topa e têm alguma dificuldade de visão, fornecendo operação de catarata, óculos e outros tipos de cirurgia. "Confesso a minha emoção de ver pessoas de idade dizendo que estão recuperando praticamente toda a sua visão, porque só tinham 10% da capacidade visual em função de uma catarata". Ainda no sudoeste, a constatação de que foi construído o maior número de cisternas pelo Estado em Aracatu. "Aconteceu uma coisa impressionante, pessoas que tinham ido embora para São Paulo, exatamente pela dificuldade de água, agora estão retornando”. Na ocasião, Wagner autorizou a construção de mais cisternas. "O programa Água Para Todos continua a todo o vapor. Acompanhado da Deputada Lidice da Mata (PSB) (foto), o governador Jaques Wagner esteve em Alagoinhas, onde inaugurou obras e assinou ordens de serviço para recuperação de estrada e implantação de sistema de abastecimento de água.

A cidade também está sendo beneficiada com a implantação do Programa de Internação Domiciliar, que funcionará no Hospital Dantas Bião, além de novos aparelhos de raios X e ultrassonografia à unidade hospitalar. Em Brumado, inauguramos a Barragem de Cristalândia e já estamos nos preparando para sua segunda etapa”. O governador falou sobre a geração de emprego e renda. Segundo ele, foram 75 mil novos postos de trabalho de janeiro a novembro de 2009. “Para um ano de crise, um belíssimo número, de geração de novos empregos". "E eu continuo preocupado com isso, atraindo novas indústrias em todos os ramos - turismo, serviço, comércio - e fazendo esse esforço para que realmente a nossa indústria naval possa se instalar ali em São Roque do Paraguaçu". "Ela possibilitará a geração de muito emprego, de muita qualificação profissional”. A audiência pública realizada nesta segunda (18), em Maragogipe, apresentou o estudo de impacto ambiental e recebeu sugestões das comunidades locais.

(Fonte: Jornal A Região, ITABUNA)

domingo, 17 de janeiro de 2010

Lídice e PSB marcam presença na Lavagem do Bomfim

“Uma festa de fé, religiosidade e participação popular, que revela toda a criatividade da força e tradição cultural da Bahia ”. Com essas palavras a deputada Lídice da Mata definiu a caminhada da Lavagem do Bonfim que saiu da Igreja da Conceição da Praia, na Cidade Baixa, por volta das 9h, em direção a Colina Sagrada, em um percursos de onze quilômetros.
Durante toda a caminhada a deputada recebeu manifestações de carinho da população, tendo que parar diversas vezes para retribuir abraços e saudações. Ela seguiu o cortejo ao lado governador Jaques Wagner, da primeira-dama Fátima Mendonça, do presidente da Assembléia Legislativa, Marcelo Nilo, os secretários estaduais de Segurança Pública, César Nunes, do Turismo, Domingos Leonelli, e de Relações Institucionais, Rui Costa e dezenas de baianas.
O cortejo oficial chegou à Igreja do Bonfim por volta do meio-dia, onde o Padre Edson Menezes, a exemplo do no ano passado, abençoou os devotos da janela do templo. Balões brancos foram soltos no ar, em sinal de paz. As baianas realizaram a tradicional lavagem das escadarias com água de cheiro, com a qual também banharam a cabeça dos fieis e das autoridades.
A deputada Lídice da Mata, depois de ter cumprido o ritual de fé e ter a cabeça molhada com água de cheiro por várias baianas, em sinal de proteção, disse que se sentia renovada para iniciar um novo ano, que, a seu ver, com as bênçãos de Senhor do Bonfim, será promissor para todos os baianos.

“Agora é que o ano de 2010 começa para nós de verdade. Na Bahia só nasce uma nova época depois que a festa do Bonfim acontece." Lídice da Mata

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Terceiro salto reposiciona o turismo da Bahia no cenário nacional

Celsinho Cotrin*
Graças à visão da secretaria de turismo do estado da Bahia e da Bahiatursa sobre a relevância econômica do turismo , estabeleceu-se, desde o início da gestão Wagner, o diálogo com os diversos setores da sociedade, discutindo em Fórum Estadual permanente o que é melhor para o turismo no estado da Bahia.O governo se apresenta como instrumento aglutinador dos secretários municipais e gestores de turismo, donos de hotéis, pousadas, agentes e operadores de viagens, entidades civis organizadas, como a ABAV, o Convention Bureau, a ABIH, os sindicatos e associações de trabalhadores, a EMBRATUR, o Ministério do Turismo e as companhias aéreas que participam e definem os rumos deste novo processo.
O resultado dessa estratégia se revela em dados expressivos. São 247 milhões de reais captados para investimentos no setor privado, incluindo aí, 20 milhões só para fortalecer o Litoral Norte, o que representa um crescimento de 159% nos últimos três anos. A retomada de vôos da Air Europa para Madri com uma taxa de ocupação de 98%. Além disso, conquistamos mais dois vôos regulares para a Argentina e um dos melhores aproveitamentos no vôo da American Air Lines, Salvador/Miami.
Novos produtos e segmentos que o diferenciam dos demais destinos, como o primeiro Plano Nacional de Desenvolvimento do Turismo Náutico, o Eno Turismo, o Turismo Étnico-Afro, o turismo religioso, as aldeias indígenas e o roteiro integrado entre a Bahia, o Rio de Janeiro e Amazonas, reconhecidos como iniciativas de sucesso no Congresso da ABAV, posicionam, de forma inequívoca, o turismo da Bahia no cenário nacional e internacional.
Em parceria com o governo Lula, está investindo na infra-estrutura, captando recursos para a requalificação das orlas de Salvador-trecho Amaralina/Pituba, do município de Imbassaí e da Feira de São Joaquim. Com recursos internacionais, inaugura a nova estrada que liga Itacaré a Camamú. É autorizado a realizar operações noturnas no aeroporto de Ilhéus e dá início a reforma dos centros de convenções de Salvador, Porto Seguro e Ilhéus.
Através do Ministério do Turismo, passa de 500 para 5 milhões de reais por ano para a qualificação profissional e empresarial, devendo, inclusive, ganhar um centro de qualificação para área náutica e vai capacitar 1,4 mil profissionais para o turismo étnico-afro.
Investe maciçamente na promoção regional, nacional e internacional, promovendo o Vale do São Francisco com o eno-turismo, a exposição Bahia Mostra Bahia, atraindo e apoiando eventos como a Maratona de Canoagem nas águas do Velho Chico, a corrida Running da Aventura em Itaparica, o III Festival Gastronômico da Chapada e também, festivais internacionais, o Festival de Inverno de Lençóis, workshops no Rio de Janeiro e Belo Horizonte, divulgando o turismo étnico afro em Boston, Washington, Chicago e Philadelphia.
Apóia artista plástico que vai homenagear a Bahia na Europa, patrocina a regata francesa Charente-Marentine que completou o percurso na Baía de Todos os Santos. A Bahia foi a atração no XII salão imobiliário de Portugal e também, vira destaque em site americano. Tem excelentes resultados com a crescente ocupação hoteleira. Só a CVC já vendeu 300 mil pacotes para a Bahia este ano.
O nosso estado tornou-se a referência nordestina para saída e chegada de cruzeiros marítimos. Juntamente com a Secretaria de Meio Ambiente vai estimular os turistas a criarem raízes na Bahia, plantando uma árvore no Parque Metropolitano de Pituaçú, visando atrair turistas durante a Primavera.
Apresenta serviços inovadores, como o Disque Bahia Turismo, os guias e monitores do Carnaval e do São João e aperfeiçoa os serviços de atendimento ao turista e de receptivo, a fim de que estejamos estruturados para melhor atender aos visitantes e turistas. É premiada permanentemente pelo Trade Turístico, a exemplo dos troféus Catavento de Prata e também ganhou prêmio por melhor anúncio impresso do Nordeste.
Por sua belezas naturais, pelo sorriso do nosso povo, pelo Carnaval, pelo Espicha Verão, pelo São João e pelo desenvolvimento do turismo é que a Bahia se consolida como destino preferido entre os brasileiros.
Celso Zallio Coelho é diretor da Bahiatursa e Presidente do Diretório Municipal do PSB-Salvador.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Lídice vai propor seminário sobre 2 de Julho

A deputada federal Lídice da Mata (PSB) recebeu terça-feira (5), no seu escritório político em Salvador o professor e historiador Ubiratan Castro, presidente da Fundação Pedro Calmon, para um conversa sobre os projetos da FPC. Com destaque o projeto Mais Cultura, que selecionará 520 agentes culturais em todo o estado para orientar e indicar livros para a população, especialmente no interior. De acordo com o professor o objetivo é fomentar e ampliar o acesso à leitura da população da zona rural.
Lídice elogiou o conjunto de ações desenvolvidas pela Fundação que vem dando uma nova dinâmica à política de preservação da memória no estado. Ela se comprometeu a propor na Câmara dos Deputados uma exposição sobre o 25 de junho e 2 de Julho, também uma sessão solene enaltecendo a grande data do Recôncavo, culminando com seminário sobre a Independência na Bahia. “A junta provisória de Cachoeira foi o primeiro governo independente do Brasil”, justifica o historiador ao comentar a importância do 25 de Junho.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

PSB, Construindo uma nova Bahia

MPF investiga Metrô de Salvador

O MPF-SP (Ministério Público Federal em São Paulo) apresentou nova denúncia contra dois diretores da construtora Camargo Corrêa, principal investigada pela operação Castelo de Areia, da Polícia Federal. A nova acusação também implica dois executivos da Andrade Gutierrez e aponta uma formação de cartel que envolveria as principais construtoras do país. As duas empreiteiras são acusadas de fraudar o processo de licitação do metrô de Salvador. ( na foto trens e vagões fabricados na Coreia, antes do embarque para Salvador, onde já se encontram armazenados)
De acordo com a denúncia, as construtoras —que integravam o consórcio Metrosal ao lado da multinacional alemã Siemens— teriam pagado cerca de R$ 11 milhões para que o consórcio Cigla, vencedor da disputa, desistisse do pregão aberto em 1999. As obras do metrô da capital baiana começaram em 2000 e até hoje não foram concluídas.
Os procuradores também apontam a existência de um conluio entre Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Alstom e Constram. Todas eram concorrentes no processo licitatório, mas através de um acordo oculto teriam garantido sua participação na obra independentemente de quem vencesse a disputa. O esquema estaria registrado em um contrato de gaveta apreendido com Pietro Bianchi, um dos diretores da Camargo Corrêa.
O consórcio Metrosal afirmou, através de nota, que venceu a concorrência pública "respeitando as regras do edital" e acrescentou que seus advogados se manifestarão sobre o caso quando forem notificados sobre a denúncia.
Por meio de sua assessoria, a Odebrecht negou possuir participação no contrato de construção do metrô de Salvador. A empresa confirma que disputou o processo licitatório —no qual foi derrotada—, mas alega não possuir qualquer outro envolvimento com a obra.
A Procuradoria afirma ter encontrado as provas do esquema durante a operação de busca e apreensão na sede da Camargo Corrêa, ocorrida no dia 25 de março de 2009, cujo objetivo inicial era apurar suspeitas de crimes financeiros e doação ilegal a partidos políticos. Na segunda-feira (1º/6), outros três executivos da companhia foram denunciados por lavagem de dinheiro, evasão de divisas, fraude e formação de quadrilha.
Para o MPF, o acordo entre as empreiteiras representou uma flagrante violação à livre concorrência, e, portanto, à ordem econômica. “Ora, se a Camargo Corrêa já participava da licitação em consórcio com a Andrade Gutierrez e a Siemens, obviamente, não poderia participar, novamente, consorciada com as empresas perdedoras”, afirmou a procuradora da República Karen Louise Jeanette Kahn, autora da denúncia.
O TCU (Tribunal de Contas da União) já identificou indícios de superfaturamento da obra, que foi financiada com recursos do Bird (Banco Mundial) e estava orçada em US$ 150 milhões. Até o final de 2007, o banco já havia disponibilizado US$ 118 milhões, mas o restante do repasse foi suspendo em razão de supostas irregularidades na destinação dos recursos.
Denunciados
Segundo as investigações, os responsáveis pelo planejamento do esquema foram Pietro Francesco Giavina Bianchi e Saulo Thadeu Vasconcelos, então diretores da Camargo Correa, e Marcio Magalhães Pinto e Casildo Quintino. Eles foram denunciados pelos crimes de formação de quadrilha, fraudes à licitação e crime contra a ordem econômica (formação de cartel).
O acordo fraudulento para retirar a primeira colocada no pregão, teria sido feito por Pietro e Saulo com a Impregilo, empresa italiana que integrava o consórcio vencedor. A fraude teria consistido na compra forjada de caminhões da Impregilo, pelo valor total de R$ 10.531.578,55. Entretanto, os veículos nunca teriam sido transferidos para a Camargo Corrêa, passando, de acordo com informações do Detran, para a posse de particulares. O consórcio Cigla, que garantiu a vitória na licitação por meio de uma liminar na Justiça, assinou o contrato de venda dos caminhões à Camargo Correa no mesmo dia em que desistiu da ação judicial. Desta forma, o consórcio Metrosal assumiu o primeiro lugar, e assegurou a atuação das demais empreiteiras parceiras do consórcio oculto.

Notícia veiculda no site Última Instância - WWW.ULTIMAINSTANCIA.UOL.COM.BR

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Eduardo Campos, presidente Nacional do PSB: "Meu partido tem um candidato que é o companheiro Ciro Gomes

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro - PSB, chega ao fim de 2009 no melhor dos mundos. Sua aprovação ultrapassa a barreira dos 80%, o estado cresce acima dos 3%, os investimentos chegam a R$ 1,8 bilhão — o triplo de 2006. Para completar, há uma série de obras para mostrar no ano que vem, quando será candidato à reeleição.
Do alto de quem comanda o PSB, ele avalia que a saída do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), da disputa presidencial dará a Ciro Gomes (PSB) e à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), a chance de ampliar seus palanques. Campos não cita Ciro como vice de Dilma e insiste que o caminho do PSB em 2010 será traçado em março “junto com o presidente Lula”. Mas não deixa de provocar o PMDB, ao avisar que não pretende opinar sobre o candidato a vice da chapa da petista: “Eles (os peemedebistas) estão lá numa aliança, e nossa aliança é com Lula. Não é com o PMDB, mas com o presidente Lula e com o PT. A relação do PT com o PMDB é um problema que cabe a eles. Todo mundo sabe que o PMDB é um partido que congrega uma federação de partidos na verdade. Tem uma geografia interna conhecida”, diz.
A seguir, os principais trechos da entrevista concedida aos Diários Associados, no Palácio das Princesas, sede do governo, em Recife.
Com o vento a favor Governador de Pernambuco aproveita a boa maré que vive no estado — política e economicamente — para insistir na tese de que a candidatura de Ciro é tão viável quanto a de Dilma e, de quebra, provocar o PMDB
Correio Braziliense: Como o senhor avalia o ano de 2009, considerado complexo para administração pública, em razão da crise econômica?
Eduardo Campos: O ano de 2009 foi extremamente desafiador para o mundo inteiro. Uma tremenda de uma crise econômica afetou o Brasil e as finanças públicas dos estados. E, depois, os remédios para sair da crise tiraram receitas dos estados, sobretudo dos que dependem mais da transferência da União. Mas nós estamos terminando bem. O Brasil claramente está saindo da crise. Aqui em Pernambuco nós conseguimos manter todos os investimentos.
CB: E não cortaram nada?
EC: Nós acrescentamos.
CB:Qual foi a mágica?
EC: A mágica foi gestão. Por ter começado em 2007, a estruturação de um modelo de gestão propiciou passar 2009 assim. Pernambuco teve muitos anos de desequilíbrio nas contas até 2006. Apresentamos um balanço de desequilíbrio consignado, a preço de hoje, de quase R$ 100 milhões. E tratamos em 2007 de equilibrar as contas, desenhar um planejamento em cima do programa de governo discutido com a sociedade e implantamos um modelo de gestão com 10 objetivos estratégicos. Entre eles o do equilíbrio fiscal. E fizemos um 2008 extraordinário do ponto de vista das finanças, onde conseguimos investir muito, mas também conseguimos fazer uma poupança, em maio, uma vez que a gente já previa os efeitos da crise. Isso permitiu que a gente entrasse em 2009 investindo no contra fluxo. Se você pegar o resultado do PIB em Pernambuco, são resultados extraordinários se comparados com o que está ocorrendo aí fora. Dentro do programa de gestão, ocorreu algum gargalo que pode ser melhorado em 2010. O que precisamos melhorar para 2010 é a arrecadação. E temos que fazer isso de maneira inteligente, sem aumentar tributos. Nos últimos anos, em Pernambuco, todos os governos — no que fui governo e no que fui oposição — aumentaram impostos. O nosso, em três anos, está só diminuindo. Acho que é preciso perceber que em 2010 nós vamos ter um país crescendo de maneira acelerada, com muitas obras. Nunca Pernambuco viu tanta obra sendo feita. É um momento mágico de Pernambuco.
CB: O fato de o presidente Lula ser de Pernambuco ajudou a consolidar esse quadro?
EC: Com certeza não atrapalha. Acho que não tem tempo bom para quem não sabe para onde quer ir. Na vida, muitas vezes você quer ajudar uma pessoa, mas não consegue porque ela não se deixa ajudar. O presidente Lula quer ajudar o Brasil, os estados, o Nordeste, em particular, o seu estado, que sempre teve o seu apoio, mas nós também ajudamos ele a ajudar Pernambuco. Fazendo parcerias corretas, no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Cuidamos de fazer os projetos, de ter disciplina nos prazos acertados. Isso efetivamente tem ajudado. Também tem uma coisa: a parceria é importante que se faça, mas é importante que se registre. Eu, aqui no estado, faço parceria com todos os prefeitos, seja de que partido for. Não existe esse processo da velha política da discriminação.
CB: Em um caderno de O Estado de São Paulo, recentemente, o senhor apareceu como uma espécie de porta voz do Nordeste. Isso já é uma plataforma para ser vice de Dilma ou para uma candidatura presidencial?
EC: De forma nenhuma. Primeiro, não sou porta voz de ninguém. Falo por mim. Na verdade, tenho participado ultimamente de muito debate para explicar o que está acontecendo no Nordeste. Penso como o mundo está para o Brasil nesse pós-crise. O Brasil sai dela mais fortalecido. Existe um olhar com muito mais atenção, menos caricato. Lá fora, está se conhecendo o Brasil como um lugar de um povo trabalhador, de um sistema de tecnologia ficando maduro. Essa mesma atenção que tem lá fora sobre o Brasil, dentro do país, tem sobre o Nordeste. O Nordeste que parecia ser um peso para o país, hoje é parte da solução do Brasil.
CB: O senhor não respondeu qual será seu plano de voo para 2010…
EC: Meu plano de voo para 2010 é em Pernambuco. Meu partido tem um candidato que é o companheiro Ciro Gomes. E nós estamos dentro do governo Lula e conversamos com o presidente para que possamos juntos encontrar a melhor estratégia para vencer as eleições de 2010. Na nossa opinião, e nós deixamos claro para o presidente, seria melhor se tivéssemos duas candidaturas. Até agora, as pesquisas e as tendências estão nesse estágio
CB: Não passa para o eleitor que o PSB está numa posição dúbia quando, na condição de aliado de Lula, apresenta outro candidato para concorrer à Presidência?
EC: Não tem dubiedade nenhuma. Isso foi acordado e conversado com o presidente. Em Pernambuco, por exemplo, nós convivemos com uma eleição (de 2006) em que o presidente Lula teve duas candidaturas de companheiros dele. Fizemos vários atos juntos e hoje estamos governando juntos.
CB: A candidatura de Ciro não gera um problema até aqui em Pernambuco?
EC: Pode vir o PT e dizer que quer um palanque só para Dilma?
CB: Tem ainda o Rio Grande do Norte e o Ceará. Isso não pode dar confusão?
EC: Não, de forma nenhuma. O PSB é governo no Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco. Nos três estados, na eleição passada, apoiamos para a prefeitura da capital companheiros do PT. Temos cinco governos do PT do qual o PSB participa. Num deles, inclusive, passaremos a governar, caso o governador Wellington (Dias, do Piauí) se desincompatibilize para disputar o Senado, que é a maior possibilidade. Temos aliança com o PT que não é eleitoral, é política. Com as nossas diferenças, mas sobretudo com a grande unidade de ajudar o presidente Lula a fazer mudanças no governo, como ele tem demonstrado. Temos uma visão sobre o processo de 2010 que foi colocada na mesa com o presidente Lula diversas vezes e na última reunião estávamos eu, Ciro, Lula, a ministra Dilma, o presidente do PT (Ricardo Berzoini). Conversamos de forma muito clara. Entendemos que o projeto iniciado pelo presidente Lula deve continuar e ser aprofundado. Essas mudanças precisam ser consolidadas. Entendemos naquele aquele momento, de levantamento inclusive de pesquisas que foram feitas, que a melhor tática seria o lançamento de duas candidaturas. O que ficou combinado é que iríamos prosseguir no debate até março, porque para uma candidatura à Presidência da República, temos um grande nome que é sério, honrado, competente, não temos é um partido com musculatura para sozinho segurar a campanha. As alianças regionais são feitas regionalmente. Elas não serão desfeitas por questões nacionais. Onde tem problema do PSB com o PT vai ter uma ou duas candidaturas.
CB: Ainda não está provado que uma só candidatura presidencial resolve?
EC: Não está. Pelo contrário, na hora em que Ciro foi recolocado na condição de candidato, você viu que o campo da oposição foi diminuindo e o campo de sustentação do governo Lula foi aumentando. Isso é um fato.
CB: E o governador de Minas, Aécio Neves? Como o senhor avalia a saída de Aécio da disputa presidencial?
EC: Como um fato determinado pelas circunstâncias políticas. Aécio desistiu porque foi o que lhe restou fazer. Ele foi levado a isso pelo processo. Como ele era um candidato mais amplo, que alargava mais a base da oposição, sua saída da disputa favorece as candidaturas do campo governista.
CB: Qual o impacto para a candidatura de Ciro? Ele pode ser vice de Dilma?
EC:Como Aécio era um candidato que ampliava mais, sua saída obviamente amplia os espaços tanto para Ciro quanto para Dilma. Mas não define nada. A definição sobre a candidatura do companheiro Ciro Gomes será tomada com o presidente Lula, lá para março do ano que vem.
CB: O debate sobre a sucessão presidencial começou aqui em Pernambuco?
EC: De fato, o calendário nacional foi aberto antes. Quem comanda a sucessão nacional é o presidente da República. Ele abriu o debate sucessório e aí todo mundo foi se posicionar. Aqui nós entendemos o contrário. Não estamos abrindo o debate sucessório. Ele será aberto mais adiante. É óbvio que quando formos decidir a chapa em Pernambuco, o presidente será ouvido. Afinal de contas, ele é pernambucano.
CB: O presidente não só abriu o debate sucessório, como pediu uma lista tríplice ao PMDB. Isso deixou os peemedebistas irritados. O senhor acha que essa aliança com o PMDB é para valer, será possível? OPMDB indicará o vice?
EC: Aí é uma coisa da relação do PT com o PMDB.
CB: Mas o PSB não será chamado a opinar já que faz parte dessa ampla aliança?EC: Não. Eles estão lá numa aliança e nossa aliança é com Lula. Não é com o PMDB, mas com o presidente Lula e com o PT. A relação do PT com o PMDB é um problema que cabe a eles. Todo mundo sabe que o PMDB é um partido que congrega uma federação de partidos na verdade. Tem uma geografia interna conhecida.
CB: A ministra Dilma já disse em conversas reservadas que o senhor seria o vice dos sonhos, em vez do PMDB…
EC: Nossa decisão, eu já disse isso, é de que em 2010 estarei em Pernambuco para o nosso debate em Pernambuco. Não tem como ser diferente.
CB: Mas o senhor tem pretensões de chegar a uma candidatura presidencial?
EC: Minha pretensão, por enquanto, é de terminar 2009. Cada coisa a seu tempo. Agora, é tempo de fechar o ano de 2009. Há um ditado popular no Nordeste e em Pernambuco que eu costumo usar sempre: não vamos colocar o carro diante dos bois. Vamos discutir a eleição de 2010 no tempo certo, sem açodamento.
CB: O pré-sal ficou para o ano que vem. O senhor foi um dos precursores dessa ideia de distribuir os recursos das áreas já concedidas. O senhor vai voltar a Brasília em fevereiro para aprovar uma emenda que permita distribuir ainda mais os recursos das áreas já licitadas? Afinal, está satisfeito com o relatório?
EC: Isso é um processo. O que vivemos na Câmara foi extremamente positivo e vamos viver no Senado também. O pré-sal é uma coisa boa. Não podemos fazer do pré-sal uma coisa ruim. É uma descoberta, uma riqueza. Precisa ser bem aproveitada pelo país. Um país que ganha o relevo que o Brasil está ganhando não pode conviver com tantos desequilíbrios. Tem que cuidar do desequilíbrio social e do regional. Não podemos fazer do pré-sal um elemento para reforçar o desequilíbrio.
CB: Como?
EC: Queremos corrigir um erro da Lei do Petróleo que, quando tratou da partilha (dos royalties), excluiu 24 estados e quase cinco mil municípios. Não estamos fazendo um debate do velho regionalismo. Queremos ter uma visão nacional. O petróleo é do país. Qual é a diferença de cidadania e de direitos de um pernambucano e de um carioca? Todos nós somos brasileiros, precisamos ter educação, empregabilidade, saúde pública, ciência e tecnologia. A nossa proposta é de consenso e de razoabilidade. Não é de confrontação. Por isso estamos ganhando. Ganhamos na opinião pública e vamos ganhar no Congresso.
CB: Isso não pode influenciar 2010? O governador Sérgio Cabral considera que o Rio de Janeiro está sendo roubado, já começa a olhar meio desconfiado para a aliança com a ministra Dilma, o presidente Lula não pode lhe chamar e dizer “Ô, governador, deixe de criar problema para aprovar o pré-sal…”?
EC: Essa não é uma questão para ser tratada de forma partidária, eleitoral. É uma questão nacional, um tema importante, federativo, que reúne pessoas dos mais diversos partidos. Aqui mesmo, em Pernambuco, reunimos toda a bancada, governo e oposição, numa ação suprapartidária.

sábado, 26 de dezembro de 2009

A Pergunta que não quer se calar: E o Metrô de Salvador?

Mais um ano se finda e continua a novela do Metrô de Salvador. Depois de várias alterações no projeto, depois de seguidos aditivos de valor e prazo e despendidos quase R$ 1 (um) bilhão, nenhuma perspectiva concreta para o equacionamento da grave questão do transporte público de passageiros em Salvador.
A novidade é que temos de acompanhar as notícias, não mais nas páginas de economia ou nos cadernos da cidade, mas sim, nas páginas policiais dos jornais.
Notícias recentes veiculadas no jornal O Estado de São Paulo, (
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,mpf-pede-investigacao-de-14-obras-da-camargo-correa,483180,0.htm ) inclui a obra do Metrô de Salvador, na operação da Polícia Federal - Castelo de Areia. Uma das integrantes do Consórcio do Metrô de Salvador está sendo acusada de corrupção ativa. Um dos indícios apontados está relacionado às alterações ocorridas no projeto do Metrô de Salvador, principalmente na alteração que resultou na elevação de custo da obra no trecho Fonte Nova - Estação Rótula do Abacaxí por conta da mudança radical do projeto.
Quando for inaugurado (????) , o trecho Lapa - Rotula do Abacaxi terá menos de 7KM, o que resultará num dos mais curtos e caros sistemas de transporte público do mundo, cerca de R$ 130 milhões por km.
No cronograma inicial da obra, já estaria concluído o trecho Estação da Lapa - Estação Cajazeiras e iniciada a segunda linha Estação Calçada - Estação Mussurunga.
Com a palavra o Consórcio METROSAL, os gestores públicos, o Ministério Público Federal, TCU e a Sociedade Civil Organizada.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Jamil Haddad: “O PSB é um partido limpo"

Em setembro de 2007, o presidente de honra do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e ex-ministro da saúde, Jamil Haddad concedeu entrevista ao vice-presidente do Partido, Roberto Amaral, e ao ex-deputado federal José Carlos Sabóia, no Rio de Janeiro.
Confira abaixo a entrevista e relembre os principais fatos da vida pública de Jamil Haddad e de sua vida política dentro do PSB.
Político combativo, corajoso e competente, o médico Jamil Haddad foi um dos fundadores do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Criador de programas de elevado alcance social, como a implantação dos medicamentos genéricos, atualmente era o presidente de Honra do PSB. Ele nasceu no Rio de Janeiro, em 1926. Elegeu-se deputado estadual pelo então estado da Guanabara, na coligação formada pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro) e pelo PTB (Partido Trabalhista Brasileiro). Quando os militares tomaram o poder e instauraram o bipartidarismo, em fins de 1965, Haddad filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), agremiação partidária de oposição ao regime. Reelegeu-se deputado estadual em 1966, mas – no ano seguinte – teve seu mandato cassado e os direitos políticos suspensos por dez anos.Com a reorganização partidária de 1979, participou da fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Em março de 1983 foi escolhido, pelo governador Leonel Brizola, para assumir a Prefeitura do Rio de Janeiro. Dois anos depois, em 1985, participou da reorganização do PSB, tendo sido eleito presidente e o atual vice-presidente do Partido, Roberto Amaral, tornou-se secretário geral da sigla, no primeiro encontro nacional da agremiação. Em 1986, Jamil Haddad assumiu a vaga deixada por Saturnino Braga no Senado. Participou, então, do processo da Constituinte, ocasião em que lutou pela inclusão da reforma agrária, pelo direito de iniciativa popular no processo legislativo e por vários direitos trabalhistas. Grande nacionalista, votou pela proteção da empresa nacional e pela nacionalização das reservas minerais. Foi um dos recordistas na apresentação de emendas aos trabalhos dos parlamentares constituintes, tendo sempre como meta a defesa dos interesses das classes trabalhadoras e da soberania do País. No ano de 1990 foi eleito deputado federal, chegando a assumir depois o Ministério da Saúde no Governo Itamar Franco (1992-1995). Sua luta pela universalização do serviço médico gratuito, público e eficiente, pela implantação do SUS (Serviço Único de Saúde) e pelo fortalecimento dos laboratórios públicos é reconhecida por todos. Jamil Haddad dedicou toda sua vida pública às lutas democráticas em favor dos trabalhadores, contra a ditadura militar e combatendo as desigualdades sociais. Como militante, trabalhou pela reconstrução e afirmação da utopia socialista no Brasil.
As declarações publicadas a seguir são trechos de um depoimento histórico, concedido recentemente a Roberto Amaral e ao ex-deputado federal José Carlos Sabóia, no Rio de Janeiro. Confira:
INÍCIO
Jamil Haddad: Eu estava lembrando outro dia que, do antigo Partido, só eu e o Saturnino Braga estamos vivos. Nós nos elegemos a primeira vez em 1962: Saturnino deputado federal [que atualmente não está mais no PSB] e eu, deputado estadual. Eu sou da época do velho Partido: João Mangabeira, Bayard Boiteux, Hermes Lima, Barbosa Lima, lá em Pernambuco. Em São Paulo, eram o Roger Ferreira e o Antônio Cândido. Mas o começo mesmo foi em São Paulo. Contra a ditadura Vargas, todos se uniram na antiga UDN [União Democrática Nacional]. Mas [a UDN] era um partido conservador e, então, João Mangabeira fundou a Esquerda Democrática. Também o Evandro Lins e Silva, Chagas Freitas, Rubem Braga, Joel Silveira, Jader de Carvalho e J. G. de Araújo Jorge faziam parte. Daí resolveram fundar o Partido Socialista. Isto, entre 1946 e 1947. Eu entrei para o Partido em 1953. Eu era do Diretório Acadêmico da Faculdade de Medicina. Não quis entrar para o Partido Comunista, para onde foi a maioria da juventude da minha época: o Partido Comunista era o preferido, primeiro, pela vitória sobre o nazi-fascismo e, segundo, pela evolução da União Soviética... Não fui para o PCB porque eu nunca aceitei o centralismo democrático.
O GOLPE
Jamil Haddad: Eu me elegi em 1962 e, em 1964, veio o golpe. Estranhamente, não fui cassado. Diziam que eu havia sido colega de um dos irmãos do ex-presidente João Figueiredo, o Luís Felipe, no complementar do colégio Lafayete. Figueiredo era do SNI [Serviço Nacional de Informações, extinto órgão de inteligência do governo militar] e teria dito que eu e outros 54 políticos de oposição não fôssemos cassados... Eu não fiz campanha em 1965, achando que a candidatura seria impugnada, mas isto não ocorreu e eu me reelegi, aí já pelo MDB [Movimento Democrático Brasileiro], porque o Ato Institucional número 2 tinha acabado com os partidos. Mas, depois, acabei sendo cassado pelo AI-5, no MDB. Já não havia condições de reorganizar o Partido Socialista Brasileiro. Depois, com a Anistia, o Leonel Brizola chegou do exílio e chamou os antigos integrantes do PSB para participarem do PDT [Partido Democrático Trabalhista]. Quando o Brizola se elegeu governador do Rio de Janeiro, me convidou para ser prefeito da capital do Estado e eu assumi a Prefeitura, em 1983. Lembro-me de que, nesta eleição para governador do Rio de Janeiro, houve uma movimentação fraudulenta para aproveitar os votos brancos e nulos e dar a vitória ao Moreira Franco. Quem teve um papel influente para perceber o que estava havendo foi César Maia, na época no PDT. Brizola chamou a imprensa internacional e foi ao Tribunal Eleitoral frustrando o esquema montado. Na prefeitura, eu organizei e entreguei praticamente pronto o sambódromo, mudei os critérios da merenda escolar entregando direto para os diretores de escola, os CIEPs [Centros Integrados de Educação Pública] começaram a ser construídos nesta época. Em 1983, eu entreguei o cargo ao governador Leonel Brizola, que nomeou Marcelo Alencar.
A REORGANIZAÇÃO
Jamil Haddad: A possibilidade de reorganizar o PSB surgiu com uma emenda constitucional já do governo José Sarney, em 1985, possibilitando a reorganização dos partidos.
Roberto Amaral: Nesta época nós nos conhecemos. Sebastião Nery havia registrado o nome Partido Socialista e eu percebi que a emenda falava em organização e reorganização partidária. Procurei na lista telefônica o nome “Jamil Haddad” e concordamos em reorganizar o Partido. Os remanescentes do PSB invocaram a anterioridade e, assim, retomamos a legenda deste grupo de São Paulo que pretendia fundar o Partido Socialista.
Jamil Haddad: Os remanescentes foram Evandro Lins e Silva, Joel Silveira, Rubem Braga, Jader de Carvalho. Houve um problema interno, porque o Marcelo Cerqueira propôs que o PSB fosse uma sublegenda do MDB. Ele e o Milton Temer entraram no Partido nesta época. Ele era ligado ao Fernando Lyra. Havia um interesse de dar a legenda para o Jarbas Vasconcelos, que havia sido derrotado na convenção do MDB para a prefeitura de Recife, em Pernambuco. Ele havia dito que qualquer que fosse o resultado da eleição não sairia do PSB. Viemos saber de sua saída pelos jornais e tivemos uma conversa bastante dura. Havia, então, esta divergência. Eles acabaram saindo e ficamos eu, o Roberto Amaral e o Antônio Houaiss, que foi eleito o primeiro presidente. Chamamos o Ronaldo Lessa, que veio nos ajudar. Eu assumi o Senado já no PSB. O Roberto Amaral correu o Brasil todo para conseguirmos o registro e o partido foi deslanchando. Primeiro, como partido habilitado e, depois, em caráter definitivo, em 1988. Nesta época, entraram o Mário Frota, do Amazonas, o José Guedes, de Minas Gerais, e o José Eudes, do Rio de Janeiro, que foram os primeiros com mandato de deputado federal. O Arthur Virgílio Neto, sem mandato, também entrou. Em São Paulo, o Roger Ferreira voltou ao PSB. Em 1987, entrou o José Carlos Sabóia, deputado federal pelo Maranhão. O Partido foi crescendo, mas, em razão de manter uma posição rígida com relação a princípios partidários e à proposta política em oposição a ser uma legenda de aluguel, muitos não entraram. Depois que saí do Senado, fui eleito deputado federal e em seguida deputado estadual pelo Rio. Neste contexto político, concederam-me o título de presidente de Honra do Partido.
OS GENÉRICOS
Jamil Haddad: Eu era deputado federal quando o presidente Itamar Franco me chamou para ser Ministro da Saúde, em 1992. Em 1993, numa briga com os laboratórios, eu fiz um seminário, quando os medicamentos genéricos já eram uma realidade, e preparei um decreto que levei para o presidente Itamar, iniciando a produção de medicamentos genéricos no Brasil. Hoje, eles são uma realidade que propiciou a uma parte da população ter condições de comprar medicamentos por preços mais acessíveis. Como de filho bonito todo mundo quer ser o pai, em 1999 foi aprovada uma lei, que era praticamente uma regulamentação dos remédios genéricos, o então ministro da Saúde José Serra passou a dizer que ele era o autor da lei... Mas tudo bem: o que me interessa é a consciência de ter conseguido implantar o uso de medicamentos genéricos no Brasil, numa luta violenta contra os laboratórios multinacionais e, agora, ter a satisfação de ver que também eles – os grandes laboratórios – entraram na produção desse tipo de remédio. Foi um fato importante na minha vida política.
JOÃO MANGABEIRA
Jamil Haddad: O socialismo entrou na minha vida porque eu passei a admirar, na época, o João Mangabeira, que era uma figura excepcional. O irmão dele era um grande tribuno, mas os discursos eram vazios. João Mangabeira não era bom orador, mas era um político de visão, das grandes transformações necessárias ao Brasil. Se compararmos o programa do PSB de 1947 e com a realidade brasileira de hoje, perceberemos o acerto das propostas do PSB e veremos que muito pouco se fez neste país para implementá-las. Quando eu dou palestras, digo: uma das causas da violência nas megalópoles é não ter sido feita a reforma agrária naquela época. A falta de emprego fez com que as pessoas viessem para as grandes cidades e, quando arranjavam emprego, era ganhando muito mal, não tinham dinheiro para o transporte e iam morar numa favela perto do local de trabalho. Com o Estado fazendo muito pouco em termos sociais, aparece, assim, a criminalidade, chegando a um ponto que fica quase impossível resolver os problemas sociais. Estamos numa situação praticamente falimentar na área social, com filas intermináveis nos hospitais. Eu fui presidente do INCA (Instituto Nacional do Câncer) e pude ver o que é um hospital de excelência no País.
O PSB
Jamil Haddad: Eu era médico num consultório que atendia pacientes pobres e fiquei na ilusão de que com a entrada na política eu conseguiria melhorar a vida de um número maior de pessoas do que no atendimento médico isolado. Depois que você se engaja na política, dificilmente sai. Temos exemplos belíssimos: Barbosa Lima Sobrinho, Evandro Lins e Silva, Hermes Lima, Antônio Houaiss. Houve uma época em que diziam que o partido era formado por um grupo de intelectuais altamente politizados e com a visão do socialismo democrático. Isto é que fez com que eu entrasse no Partido Socialista Brasileiro. Se não fosse o exercício do meu mandato de senador, o apoio operacional do meu gabinete e o trabalho do Roberto Amaral na reorganização do Partido, não existiria o PSB. Houve um momento em que quase o PSB se inviabiliza. Foi quando o Fernando Henrique Cardoso quis tirar a liderança dos pequenos partidos. Tive um embate violento com ele, que recuou. Eu entrei em 1953 para o PSB. A disputa eleitoral de cargos políticos começou em 1960. Fui três vezes deputado estadual, cassado no segundo mandato, fui deputado federal, senador constituinte como suplente de Saturnino Braga e do Adão Pereira Nunes. Ao todo, foram 19 anos de mandato e um ano de prefeitura, no Rio de Janeiro. Hoje, após 50 anos, o mundo todo evoluiu, na área tecnológica, mas em termos sociais não houve melhoria. Apesar de eu ter passado todo este tempo na política e ter deixado uma certa marca, pela coerência, sou muito pouco conhecido pela juventude. Mas, apesar de não ter chegado onde eu desejava, eu faria tudo novamente, esperando melhores resultados. Eu me sinto satisfeito por achar que eu tomei o caminho que devia ter tomado. Apesar de algumas coisas que não concordo, o Partido ainda é uma realidade política de coerência, é um partido limpo, que merece o respeito dos brasileiros. E é uma opção democrática que, não tenha dúvida, com o passar dos anos, será vitoriosa no país.
O PRESIDENTE LULA
Jamil Haddad: A Frente Brasil Popular foi criada no Senado. Entre outros, participaram o João Amazonas, o Lula e eu. Participei de todas as campanhas do Lula. O fato de ele ter sido um trabalhador, com o passado que teve, favorece a que ele tenha uma cabeça mais voltada para melhorar a área social. A grande decepção foi o PT. Nós éramos chamados, naquela época, de social-democratas e considerados uma linha auxiliar do PT e, depois que eles chegaram ao governo, a realidade era um pouco diferente. Nós nos reorganizamos depois que o PT e o PDT já haviam se organizado e, apesar disso, fomos, lenta e progressivamente, crescendo. Justamente em razão da credibilidade que temos e de não termos aceitado ser uma sigla de aluguel. Imprensa Portal do PSB - 4/9/2007

sábado, 12 de dezembro de 2009

Lideranças socialistas prestam suas homenagens a Jamil Haddad

Desde o início da manhã desta sexta-feira (11), líderes socialistas têm manifestado seus pesares pela perda de uma das mais importantes figuras políticas brasileiras, o médico, ex-ministro da Saúde e presidente de Honra do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Jamil Haddad (foto). Acompanhe as declarações de companheiros de militância deste homem honrado que, por toda a sua vida, dedicou-se ao socialismo e à construção de uma sociedade mais justa.
“Jamil Haddad foi um grande brasileiro. Político corajoso que conseguiu implantar, com competência, os medicamentos genéricos no Brasil combatendo a grande indústria farmacêutica. Ao lado de Miguel Arraes, Jamil trabalhou pela reconstrução do socialismo no País. O PSB e o Brasil perdem um grande combatente na luta contra desigualdades sociais e a favor dos trabalhadores brasileiros”. Eduardo Campos, presidente Nacional do PSB e governador de Pernambuco;
“Nós perdemos um ser humano inigualável. Uma figura invulgar da política brasileira. Um homem que exerceu durante 50 anos uma política coerente e correta e que nunca mudou de lugar. O PSB perdeu o seu grande reconstrutor e a militância socialista, um dos seus maiores exemplos”. Roberto Amaral, vice-presidente Nacional do PSB;
"É indiscutível a contribuição de Jamil Haddad para a construção do PSB, um grande exemplo de socialista e humanista. Combativo e determinado, sempre pautou sua vida pela integridade e retidão de caráter, tendo dedicado-se, em todos os cargos que ocupou, à construção de uma sociedade mais justa e igualitária." Carlos Siqueira, primeiro secretário Nacional do PSB;
“Jamil Haddad foi minha referência na iniciação político-partidária, foi quem coordenou, junto com vários companheiros, a reorganização do Partido Socialista Brasileiro. Portanto, a minha origem, a minha idéia, a minha conduta e as minhas atitudes junto ao PSB relembram, pra mim, aquele companheiro que esteve conosco durante todas as horas. Quando fui deputado estadual ele era ministro e trabalhamos juntos. Haddad foi o homem que trouxe para o Brasil a idéia dos genéricos e escreveu na história isso. É uma perda grande para a política, mas o importante do homem público é que quando ele se vai pela idade, ele tem ou não a possibilidade de deixar uma lembrança saudosa do que representou. Jamil parte, mas deixa em todos nós uma história de muito compromisso, de muita responsabilidade e lembranças boas de um militante político que nunca deixou de lado suas convicções”. Deputado federal Beto Albuquerque (PSB/RS);
“Foi uma grande perda para o PSB. Jamil Haddad é uma personalidade política coerente e respeitada por todos e, que procurou, durante toda a sua vida, transmitir os seus conhecimentos aos mais jovens. Tem em sua vida política uma folha de serviços enorme a favor do Brasil. O PSB perde um dos seus grandes quadros e um dos melhores colaboradores na luta por um País mais justo”. Senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE), líder do PSB no Senado;
“Foi um dos grandes dirigentes que tornaram possível a iniciativa de reorganizar o PSB. Jamil Haddad é uma referência importante para ser citada . Um grande político, um grande ministro. Nós perdemos a convivência no dia a dia, mas teremos sempre a referência e os ensinamentos deste grande homem público”. Senador Renato Casagrande (PSB/ES);
“Jamil Haddad é um daqueles raros homens que teve a capacidade de compreender o Brasil e nos ajudou a manter vivo o ideal socialista e o PSB. Ele, mais do que ninguém, nos inspirou a continuar a luta de uma série de homens e mulheres que amam o Brasil e o povo brasileiro” Joilson Cardoso, secretário Sindical do PSB;
”O nosso partido PSB tem, sem dúvida nenhuma, o senhor Jamil Haddad como referência. Ele foi um importante cidadão que emprestou sua inteligência para ajudar a população nas causas sociais e principalmente nas causas de aprimoramento da saúde brasileira. O PSB está de luto, ele era um espelho para todos nós”. Deputada federal Sandra Rosado (PSB/RN);
”É uma enorme perda para o PSB e para a política brasileira a partida desse grande socialista. Ele vai deixar um enorme vazio afetivo para nós do PSB e um enorme vazio para a política brasileira. A minha convivência se deu quando eu era ministra e ele também era ministro da Saúde, tivemos uma atuação muito cooperativa e construímos uma relação não só na política mas também pessoal. Isso faz com que hoje nós nos sintamos órfãos com o falecimento dele. Mas vai ficar seu exemplo, sua forma de fazer política com ética, com compromisso e de forma plural. Ele era um homem que não tinha uma visão estreita partidária mas sim uma convivência política ampla”. Deputada federal Luiza Erundina (PSB/SP);
“Jamil Haddad junto com Miguel Arraes são as duas grandes referências da minha vida. Ele era um humanista e socialista na essência. Lutou contra os laboratórios multinacionais e preparou o decreto que instituiu o uso de medicamentos genéricos e trabalhou pela universalização do serviço público de qualidade, se o SUS tivesse nome seria Jamil Haddad”. Deputado Federal Rodrigo Rollemberg (PSB/DF);
“Jamil Haddad foi um ícone da política brasileira. Aprendemos com ele a socializar o recurso público através do SUS, um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo. Jamil é um exemplo de boa administração e transparência. Sem dúvidas é uma grande perda para a sociedade, e em especial, para os socialistas.” Alex Nazaré , secretário de Juventude do PSB;
"Jamil Haddad foi a luz que guiou ideologicamente o PSB. Foi o grande responsável pela situação que o partido vive hoje. Seu falecimento é uma grande perda para todos nós. Mas sua trajetória de vida sempre será uma grande inspiração". Deputado Federal Márcio França (PSB/SP);
“Jamil Haddad foi um político importante para o PSB como para todos os lugares dos quais atuou com senso público e honradez. As mulheres socialistas estão penalizadas com a perda deste político que com competência lutou para a melhoria da saúde pública do Brasil”. Dora Pires, secretária de Mulheres do PSB;
“Estou consternado, profundamente, pela morte do admirável Presidente de honra do PSB. Jamil Haddad deixará, além de muita saudade, uma legião de admiradores que vêem na história do nosso líder um exemplo de vida a ser copiado pelas novas gerações”. Deputado federal Ciro Gomes (PSB/CE);
“Jamil Haddad sempre esteve à frente das lutas em defesa do socialismo e da construção de uma sociedade de iguais. Foi um orgulho e uma honra ter nas fileiras do partido um homem público que honrou a luta do povo, os ideais socialistas e lutou em favor dos medicamentos genéricos, que representam a democratização da saúde para os cidadãos de menor poder aquisitivo. Com a morte de Jamil Haddad, o Partido Socialista Brasileiro perde parte da sua história, mas inscreve o nome desse combatente na grandiosa história do Brasil”.Deputada federal Ana Arraes (PSB/PE);
“A construção da história do PSB não seria a mesma sem a participação de Jamil Haddad, principalmente, no incentivo a luta popular. Hoje estamos colhendo a semente que ele plantou” Cristina Almeida , secretária do Movimento Negro do PSB
Portal PSB

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Morre no Rio de Janeiro o presidente de Honra do PSB, Jamil Haddad.

Faleceu na madrugada desta sexta-feira (11), aos 83 anos, o presidente de Honra do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Jamil Haddad, vítima de infarto. O velório será realizado na capela 2 do Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, a partir das 12h. O sepultamento está previsto para as 17h.
Biografia: Político combativo, corajoso e competente, o médico Jamil Haddad foi um dos fundadores do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Criador de programas de elevado alcance social, como a implantação dos medicamentos genéricos. Ele nasceu no Rio de Janeiro, em 1926. Elegeu-se deputado estadual pelo então estado da Guanabara, na coligação formada pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro) e pelo PTB (Partido Trabalhista Brasileiro). Quando os militares tomaram o poder e instauraram o bipartidarismo, em fins de 1965, Haddad filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), agremiação partidária de oposição ao regime. Reelegeu-se deputado estadual em 1966, mas – no ano seguinte – teve seu mandato cassado e os direitos políticos suspensos por dez anos.
Com a reorganização partidária de 1979, participou da fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Em março de 1983 foi escolhido, pelo governador Leonel Brizola, para assumir a Prefeitura do Rio de Janeiro. Dois anos depois, em 1985, participou da reorganização do PSB, tendo sido eleito presidente, no primeiro encontro nacional da agremiação. Em 1986, Jamil Haddad assumiu a vaga deixada por Saturnino Braga no Senado. Participou, então, do processo da Constituinte, ocasião em que lutou pela inclusão da reforma agrária, pelo direito de iniciativa popular no processo legislativo e por vários direitos trabalhistas. Grande nacionalista, votou pela proteção da empresa nacional e pela nacionalização das reservas minerais. Foi um dos recordistas na apresentação de emendas aos trabalhos dos parlamentares constituintes, tendo sempre como meta a defesa dos interesses das classes trabalhadoras e da soberania do País. No ano de 1990 foi eleito deputado federal, chegando a assumir depois o Ministério da Saúde no Governo Itamar Franco (1992-1995). Sua luta pela universalização do serviço médico gratuito, público e eficiente, pela implantação do SUS (Serviço Único de Saúde), tendo sido o autor do decreto dos medicamentos genéricos. Em 2003, já no governo Lula, assumiu a direção geral do INCA, cargo que ocupou durante cinco meses, sendo exonerado por pressões políticas. Jamil Haddad dedicou toda sua vida pública às lutas democráticas em favor dos trabalhadores, contra a ditadura militar e combatendo as desigualdades sociais. Como militante, trabalhou pela reconstrução e afirmação do socialismo no Brasil.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, decretou luto oficial de três dias.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Eduardo Campos pede R$ 2,1 bi para mais quatro cais em Suape

Pernambuco deverá receber, em 2010, cerca de R$ 2,1 bilhões para investimento em obras no Porto de Suape. O documento com a formalização do pedido dos recursos foi entregue pelo governador do Estado e presidente Nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Eduardo Campos, nesta quarta-feira (9), ao ministro Pedro Brito, da Secretaria Nacional dos Portos, durante audiência em Brasília. O documento sintetiza o pleito de recursos de Pernambuco para o chamado PAC II na área da infraestrutura portuária. Segundo o governador Eduardo Campos, o objetivo do Estado é manter o ritmo de investimentos na expansão do Porto e na melhoria contínua das condições de operação portuária em Suape.“Temos o melhor porto público do Brasil e o terceiro mais eficiente, incluindo públicos e privados, mas não estamos satisfeitos. Precisamos investir continuamente, ampliando a capacidade operacional para consolidar nosso porto como um ponto estratégico para o País”, disse o governador durante audiência com o ministro. Os recursos pleiteados deverão ser empregados na construção de novas quatro áreas de atracação de navios. Serão construídos os cais 6, 7, 8 e 9 e realizadas obras de dragagem profunda em áreas de vital importância para o porto.Eduardo Campos estava acompanhado pelo vice-presidente de Suape, Sidney Aires, e pelo presidente do Porto do Recife, Sileno Guedes, que também está apresentando projetos para serem contemplados com os investimentos do PAC II. O ministro Pedro Brito saudou a proposta de Pernambuco, considerando-a “ousada e focada numa visão de futuro”. “Pernambuco não se contenta com pouco e, quando pede, pede muito e isso é importante para um Estado que quer continuar avançando no bom momento que vive, com grandes investimentos e acelerado crescimento econômico”, disse. O governador aproveitou a audiência para pedir agilidade na liberação de recursos, no valor de R$ 31 milhões, referentes a convênios já em curso e que correspondem a obras já em execução em Suape.
Nota: O modelo de gestão dos portos públicos adotados no estados de Pernambuco e Ceará vem se constituindo em fator principal para o desenvolvimento econômico deste estados nordestinos. Um exemplo a ser seguido pela Bahia?
No nosso Estado, os portos são administrados por uma empresa com capital majoritário da União (Codeba)e vem apresentando alta rotatividade de dirigentes, falta de planejamento e de projetos estruturantes.- Osvaldo Campos. (PSB-BA)

Pedro Brito autoriza dragagem dos portos de Salvador e Aratu

O Ministro - Chefe da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, assinou ontem, dia 09, o contrato com o consórcio, formado pelas empresas JDN e Dratec, vencedor do processo licitatório para a realização das obras de dragagem de aprofundamento nos dois portos baianos. Serão pagos em torno de R$ 89 milhões para deixar Aratu e Salvador com a profundidade operacional de -15 metros. A assinatura ocorreu no Gabinete do Ministro com representantes das empresas.
A licitação foi publicada em março e faz parte do Programa Nacional de Dragagem (PND), no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento, que aprofundará os principais 20 portos brasileiros e mudará por definitivo toda a logística do país.
Além das obras de dragagem, a SEP irá realizar a construção de uma bacia de evolução em Aratu de 550m e ampliará a que já existe em Salvador de 275m para também 550metros de diâmetro. A previsão do término das obras é abril de 2010.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

PAULINO VIEIRA







DIA 06 DE DEZEMBRO DE 2009 COMPLETOU 10 ANOS DO FALECIMENTO DE PAULINO VIEIRA.


PAULINO VIEIRA,

NASCIDO EM 20/06/1929, EM SANTA CATARINA, CASOU-SE COM SRA. PALMIRA EM 15/02/1950 NA CIDADE DE APUCARANA NO PARANÁ, NO MESMO MOMENTO EM QUE INICIOU SUA MILITANCIA CLANDESTINA NO PCB.

FOI COMPANHEIRO DE LUTA DE JOÃO SALDANHA, GREGÓRIO BEZERRA, DENTRE OUTROS.

DURANTE A DITADURA MILITAR, RESPONDEU A 04 PROCESSOS: 02 NO PARANÁ, 01 EM GOIÁS E OUTRO NA BAHIA.

EM 1966, FEZ CURSO DE GUERRILHA NA EX-UNIÃO SOVIÉTICA.

EM 1969, APÓS SER PRESO PO SERGIO PARANHOS FLEURI, EM SÃO PAULO, FOI CONDUZIDO ATÉ CURITIBA, ONDE CUMPRIU 18 MESES DE PRISÃO.

DE 1970 A 1972, ESTEVE EM GOIÁS, ONDE REORGANIZOU O PCB.

EM 1972 VEIO PARA A BAHIA, NA MESMA TAREFA DE REORGANIZAR O PCB.

EM 1975, FOI PRESO E TORTURADO BARBARAMENTE, PELO DOI CODI, ONDE FOI CONDENADO A CINCO ANOS DE PRISÃO, ONDE SOMANDO-SE TODOS SEUS PROCESSOS, SUA CONDENAÇÃO TOTAL FOI DE 10 ANOS, COM SEUS DIREITOS POLITICOS CASSADOS. CUMPRIU AO TODO 6 ANOS, SENDO 04 ANOS NA BAHIA.

FOI ANISTIADO EM 28 DE OUTUBRO DE 1979.

SAI DO PCB E ALINHA-SE AS POSIÇÕES DE LUIZ CARLOS PRESTES.

INGRESSOU NO PSB, EM 1988, ACUPANDO O CARGO EXECUTIVO DE TESOUREIRO. FOI ELEITO DIRETOR DE TRANSPORTES DA FEDERAÇÃO DE ASSOCIAÇÕES DE BAIRROS DE SALVADOR- FABS .

TODA A HISTORIA ORGANIZATIVA DO PSB DE 88 PARA CÁ PASSOU PELAS SUAS MÃOS, NA ORIENTAÇÃO POLITICA EM DEFESA DE UM PARTIDO SOCIALISTA SÉRIO, IDEOLOGICO E UNITÁRIO. NA LUTA PELO SOCIALISMO, ELE NUNCA DESCANSOU E JAMAIS DEIXOU DE ESTAR AO LADO DOS TRABALHADORES, SEUS SINDICATOS A FAVOR DE SEU POVO

PAULINO, UM HOMEM SIMPLES, COM UM PASSADO DE LUTAS QUE DEIXOU UM GRANDE VAZIO, MAS QUE SEU EXEMPLO DE COMPROMISSO COM A NAÇÃO E COM A DEMOCRACIA FICA COMO UM LEGADO PARA A NOSSA HISTORIA.

ESTE É O PERFIL DE UM HOMEM QUE FOI E AINDA É UMA REFERENCIA DE DIGNIDADE, CORAGEM, COERENCIA COM OS IDEAIS E COM OS PRINCIPIOS ESCOLHIDOS PARA A SUA VIDA, E COMO TAL DEVE SER CONSIDERADO UM HEROI E UM PATRIOTA DEDICADO AO NOSSO PAÍS